08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Distorções salariais

A administração municipal acumula, desde há muitos anos, uma série de distorções em sua estrutura de pessoal, além de excesso de gente em alguns setores. Mas, em um ano em que a administração precisa reduzir a despesa com pessoal para se adequar à Lei Fiscal, outras feridas precisam ser tocadas. Uma delas é o evidente descompasso salarial.

Vencimento público

No holerite público o salário pode vir como vencimento. Até aí é só diferença de nomenclatura. Mas não parece justo um assessor do DAE receber R$ 3,2 mil, contra R$ 2,4 mil do presidente da autarquia. Também não é certo um diretor da Emdurb receber R$ 3,7 mil e um secretário municipal R$ 3 mil. Não se trata de afirmar que o diretor A merece mais do que o B, mas de alertar para uma estrutura injusta.

Currículo político

Por falar em cargos de comissão, o PFL decidiu, em reunião na semana passada, que os interessados em disputar um cargo na Administração devem entregar um currículo vitae para apreciação da executiva do partido. Além da folha de serviços, a executiva vai levar em conta, na avaliação, o total de votos dos candidatos a vereador.

Voto pefelista

Um pefelista defende que o número de votos recebidos pelos candidatos do partido seja usado como critério. Desta forma, ele entende que Dudu Ranieri não terá como defender emprego para Pedro Valentim, que é do PST. Valentim estaria na décima sétima posição na concorrência com os pefelistas mais votados da coligação.

Os R$ 180 mil

A assessoria de imprensa de Carlos Braga (PPB) disse ontem, a respeito da cobrança do Conselho de Saúde para que ele e Pedro Tobias (PDT) intercedam pela verba de R$ 180 mil do Estado para o Pronto-Socorro, que o deputado já fez o pedido há alguns meses - outubro de 2000 - e que até hoje não obteve resposta.

Vai insistir

Porém, a assessoria diz que, apesar do misterioso impasse, Braga está disposto a insistir na cobrança, uma vez que o governador já teria dado o aval para a liberação do dinheiro. O deputado também pediu outros R$ 566 mil, na mesma época, para uma reforma no PS central e no da Bela Vista. Para ambos os casos, anexou matérias do JC mostrando a difícil situação das unidades de saúde.

Dúvida no Palácio

A afirmação por parte do vereador Toninho Garmes (PSDB) de que os contribuintes em atraso com o pagamento de tributos não precisam pagar a dívida com juros e correção provocou dúvidas até mesmo na Administração. O prefeito Nilson Costa (PPS) mandou consultar a Conam - consultoria jurídica que assessora os municípios - sobre o assunto.

Pegar ou largar

O presidente da Câmara Municipal, Walter Costa (PPS), quer saber quais são os vereadores que têm interesse em contratar o terceiro assessor parlamentar. Ele enviou um ofício pedindo uma resposta por escrito dos colegas até a próxima sexta-feira. Quem não se manifestar sobre o assunto, automaticamente estará renunciando à contratação.

Estratégia

Segundo se comenta na Câmara, é uma forma de viabilizar o terceiro assessor pois, imagina-se, nem todos os vereadores vão dizer sim, devido a posições públicas contrárias já assumidas. Desta forma, o valor da contratação, não sendo para os 21, pode viabilizar o projeto sem bater de frente com a Lei Fiscal.