Em entrevista de praxe, levada a efeito pelo repórter Paulo Toledo, do JC, no apagar das luzes do milênio recém-findo, publicada em 31/12/2000, não negou o otimismo manifestado por boa parte dos economistas profissionais da casa. Dentre os entrevistados tivemos oportuna primazia de ser escolhido e participar da referida pesquisa, com ganho de espaço na primeira página do caderno de Economia. Na consulta, prevaleceu surpreendente manifestação de otimismo, dentre os economistas ouvidos e esperançosos por dias melhores para o nosso país.
A festiva oportunidade de conhecer o pensamento profissional dos bauruenses economistas - no limiar do novo milênio - calou profundo impacto positivo. Entretanto, não pretendemos de forma alguma intervir nas análises das manifestações dos nossos colegas de hoje. Muito menos nas circunstâncias de elogiar apenas as qualidades da maioria daqueles que, provavelmente, tenham sido nossos alunos na Faculdade de Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino. Ou quem sabe se até, alguns dos nossos ex-alunos de economia e estatística nos cursos de engenharia civil, mecânica e elétrica, da antiga e saudosa Fundação Educacional de Bauru, mais tarde universidade e hoje Unesp.
Destarte, desejamos, isto sim - sem citar nomes e evitando cometer alguma injustiça - não deixar de reconhecer as constantes manifestações dos nossos antigos alunos, os quais têm privado pelas presenças e manifestações contínuas na mídia.
Hoje, na coluna que mantemos no JC há cerca de 23 anos (desde 13/3/1978), alegra-nos essa oportuna comunhão de pensamentos otimistas, dentre a parceria de colegas na mídia atual (cuja maioria dos mesmos foram nossos alunos), ou com os que em outras circunstâncias tenhamos partilhado outrora.
Assim, honrosamente consideramos aqueles que nos prestigiaram nas suas respectivas buscas do saber (humilde, mas respeitosamente passadas a eles).
A todos oferecemos um dos nossos pensamentos, criado e defendido em classe: O mundo não perde por esperar, nos primeiros séculos do próximo milênio vai conhecer a hegemonia do Brasil, não a da força, mas a dos valores positivos. Somente nos resta, como cidadão bauruense no limiar dos 75 anos de idade e de vivência cinqüentenária nesta Bauru -aqui aportado no dia 12/10/1949 (santificado dia de N. S. Aparecida), com pouco mais de 23 anos de idade, em busca de compartilhar do progresso cultural desta terra. Esta, mais tarde apelidada capital da terra Branca .
Aqui chegamos em busca da paz e do progresso cultural que florescia por estas bandas. Na busca, e às duras penas (quebrando lanças), ao lado daqueles que galgaram degraus chegando - como nós - ao Mestrado (com louvor), em Projeto, Arte e Sociedade, pela Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Unesp. Este, um exemplo que, modéstia à parte cremos ímpar, cuja defesa ocorreu no dia que cumpríamos 69 anos de idade (9/2/1995).
Orgulhosamente examinado pela banca composta dos doutores: Rubens Carneiro Ulbanere (orientador), Paulo Cezar Razuk e Gilio A. Simone, aos quais jamais negaremos nossa gratidão. Outros colegas mais jovens que nós, tiveram a felicidade de chegar ao Doutorado.
(*) José Almodova é professor-Mestre em Projeto Arte e Sociedade pela Unesp.
Foi pro-fessor da ITE e Unesp. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas feiras nesta coluna. E- mail: almodova@ig.com.br