08 de julho de 2026
Geral

Sindtran pede reunião e ameaça parar

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

O sindicato dos motoristas quer envolver a Emdurb, as operadoras, a PM, os usuários e os vereadores na discussão

Os motoristas do Sistema de Transporte Coletivo de Bauru ameaçam paralisar as atividades se a situação das multas por excesso de velocidade ou por não cumprimento dos horários estipulados para a chegada dos ônibus aos seus destinos não for resolvida pela Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). A informação é do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Bauru (Sindtran).

De acordo com o presidente do Sindtran, Elias Pinheiro da Silva, a situação atual dos motoristas de ônibus é insustentável já que, em determinadas linhas, quando a velocidade máxima permitida em alguns trechos da cidade é cumprida pelos funcionários da empresa, muitas vezes torna-se inviável que o horário estabelecido pela Emdurb para a chegada dos ônibus ao seu destino seja cumprido. Ou o motorista leva multa por excesso de velocidade, que muitas vezes consome todo o seu salário, ou a operadora à qual pertence o ônibus é multada pela Emdurb por não ter cumprido o horário de chegada ao destino, esclarece Silva.

O problema seria agravado pelas constantes reclamações dos usuários, que não aceitariam as velocidades altas nem os atrasos em relação aos horários estabelecidos.

O presidente acrescenta que as medidas que estão sendo tomadas pelo Sindtran, no momento, são de orientação aos motoristas para que não excedam a velocidade de 40 quilômetros por hora em nenhum trecho do percurso.

O sindicato estaria solicitando ao Ministério do Trabalho que convocasse um reunião envolvendo o Sindtran, a Emdurb, as três operadoras do Sistema de Transporte Coletivo, representantes da Polícia Militar que opera no trânsito, o conselho de usuários e os vereadores da Câmara Municipal de Bauru. O objetivo da reunião seria buscar uma alternativa que não implicasse em transtornos nem à coletividade usuária nem aos motoristas.

De acordo com Silva, a paralisação acontecerá caso nenhuma providência satisfatória seja tomada pela Emdurb. A Operação Tartaruga, em que os motoristas não excederiam os 20 quilômetros por hora, já está descartada. A nossa forma de protesto, se nada for feito, será paralisar de vez as atividades. Isso pode acontecer na próxima semana, agrava.

A classe, representada pelo Sindtran, alega que a velocidade máxima permitida deve ser compatível com as condições de tempo e com o estado em que se encontra a via. Se estiver chovendo, não podemos manter a velocidade para chegar no horário. A mesma coisa para os buracos, alega o presidente do sindicato.

Outra reivindicação feita pelos funcionários é quanto à colocação dos radares nas ruas e avenidas da cidade. Eles alegam que são prejudicados já que os radares são fixados sempre ao lado direito das vias, fiscalizando apenas os veículos das faixas de rolamento da direita, por onde transitam os ônibus.

O presidente do Sindtran ainda esclarece quanto ao principal objetivo das medidas tomadas pela classe. Não estimulamos os profissionais a desrespeitar a lei; apenas lutamos por condições de trabalho mais justas, finaliza.