Três homens foram presos em flagrante pouco após assaltarem um legionário mirim. Dois já têm antecedentes criminais
Três pessoas foram presas em flagrante ontem à tarde, em Bauru, depois de roubarem R$ 780,00 de um legionário mirim no Centro da cidade. A idéia inicial dos acusados, de acordo com o titular da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (DIG/Garra), J.J. Cardia, era praticar o conhecido Golpe do Cheque, mas a desconfiança da vítima acabou mudando a tática para a obtenção do dinheiro.
Paulo Rogério Neves, 52 anos, e Adão Nunes de Oliveira, 60 anos, escolheram a vítima dentro de um banco localizado no Centro de Bauru. Viram que o legionário R.A.V. estava com uma grande quantia de dinheiro e prepararam o golpe (veja boxe). Como a vítima desconfiou da ação e resolveu sair do estabelecimento financeiro, Neves e Oliveira usaram de violência. Seguiram o rapaz até a quadra seis da rua 1.º de Agosto, onde o ameaçaram simulando possuir uma arma. A vítima entregou todo o dinheiro - no total de R$ 780,00 -, mas teve tempo de anotar a placa do veículo no qual os acusados fugiram (um Gol cinza, placa CAD 6595, de São Paulo). Em seguida, denunciou o roubo a um policial de trânsito, que comunicou outras viaturas.
Segundo Cardia, a ação foi rápida e os policiais localizaram o carro na altura da quadra 17 da avenida Nações Unidas, sentido São Paulo. Participaram da ação o Cabo Nantes e o Soldado Magalhães, da Polícia de Trânsito, e o Soldado Peter, da Polícia Militar. No veículo, além de Neves e Oliveira, foi encontrado o terceiro acusado de envolvimento no crime, Luiz Gimenes Mota Filho, 28 anos, além do dinheiro roubado.
Os três foram encaminhados à Cadeia Pública de Bauru. Neves é foragido da Penitenciária de Atibaia, onde cumpre pena por diversos crimes, como estelionato, furto e assalto. Oliveira também apresenta diversas passagens pela polícia. Se condenados pelo crime cometido em Bauru podem pegar de quatro a dez anos de detenção.
Golpe do cheque
As três pessoas detidas ontem à tarde em Bauru tentaram aplicar na vítima o conhecido golpe do cheque. Trata-se de uma forma de estelionato que aproveita-se da inocência, aliada à ambição da vítima.
Geralmente praticado por duas pessoas, o golpe funciona da seguinte maneira: um dos criminosos deixa cair um cheque de valor alto (mais de R$ 5 mil) no chão e pergunta para a vítima se por acaso o documento lhe pertence. Enquanto isso, seu companheiro aproxima-se dos dois e diz que tinha acabado de perder o cheque. Feliz pela sorte de ter encontrado-o, ele oferece uma recompensa à vítima. Dizendo-se gerente ou proprietário de alguma loja próxima ao local do golpe, oferece uma mercadoria de presente. Entrega-lhe um cartão pessoal e explica que, para ir buscar o prêmio, a pessoa precisa deixar algo como garantia - geralmente a bolsa ou um envelope que o estelionatário imagina estar o dinheiro.
Está consolidado o golpe. Quando chega ao estabelecimento indicado para retirar o prêmio, a vítima não consegue obter o brinde prometido.