Na vida de um país, o passado quando ruim, deve ser enterrado, claro que importante se faz refletir para não se cometer os mesmos grosseiros erros. A ditadura tributária de FHC opera-se pela inação, mesmo sabendo-se que a fratura exposta é daninha aos assalariados na vassalagem (local onde os servos dizem amem); o baixo clero do Congresso Nacional (os representantes populares dirigidos pelo cabresto, sem voz própria, mas pela irrigação adubada), estão órfãos de estímulos do poder central (mentor e executor dos motores dos pivôs) e necessitam votar e eleger seus presidentes de forma soberana, sem uma direção para a manada. Caso fosse político legislativo votaria no Inocêncio, que mesmo direitista pode vir a ser um extremista no seio da esdrúxula sustentação na base deste Império cínico. As múmias do PSDB criam seu próprio passado, redigido por eles mesmos, e enterram nosso passado e nem nos dão o direito de podermos um dia visitar um museu que deveria estar mais vivo do que nunca (Museu Nacional, no Rio). Num país onde Pastor Alemão já tem capacidade administrativa tudo é possível. Reviver um passado morno, o do Franco, pode arruinar nosso país pois escolheu nosso presidente, respaldando inicialmente sua candidatura presidencial, cometeu o maior erro nos últimos tempos nesta república lisa, mas quem tem peito de dizer Eu Errei como o fez Franco, merece expor seu nome a um renovado momento eleitoral, é um passado enterrado? PL - Cintra é único, pode ser bom!
Debater tributos, verbas sociais renegadas ao renda-mínima, isenção na base, e o que mais interessar é tarefa para as prévias partidárias, é um momento dos pretendentes a candidatos em seus respectivos partido exporem suas intenções genéricas para o momento administrativo futuro. Temos que evitar respaldar (legitimar no poder), pessoas que mandam que esqueçamos o que já escreveu (chega de engodo deste tipo poderoso, ereto internamente e arreganhado para fora). Da lama federal, irresponsável daquele que acusa sem prova (uma gangue caribenha), o Tiro ao alvo (errado!) saiu pela culatra e com nosso mais ilustre juiz hospedado (depois de acordado), tudo é futrica, ou vingança maligna, aquela típica que os garotos da Febem rechaçam, de homossexual (o passado poderá não ser enterrado). Nosso país necessita ficar ereto para fora, esquecer as lembranças de (Bill), e pregar na bucha. A boca-de-fumo Latina, nestes tempos de Livre Mercado empregam jovens armados e mal alinhados, vivem num submundo onde as pragas ameaçam invadir, melhor um mercado controlado banindo-se a demanda, e de quebra gozarmos com a livre circulação de pessoas, mas as barreira do Norte evitam exposição com as melecas do Sul. Um mundo fortemente patenteado, onde o rico come os emergentes (estão ainda naufragando), é hora de cortarmos este vício cínico, unindo os povos oprimidos, para que todos mirem seus charutos cubanos na direção norte-americana. Enterrar este passado escravista, com uma uniformização da riqueza global é tarefa para um líder do Sul capaz de comandar um controlado e analisado caminho da manada.
Parte de meu passado está enterrada, o novo milênio entrou para sanar o sangue que jorrava descontrolado para um caminho mais uniforme de reflexão intelectual. A comédia da belezura, de trancar a ação dos procuradores é prova de quem está devendo e temendo, e como na guerra tenta-se um acordo segregacionista impondo restrições aos refugiados de seus ideais de vida, o bolso sempre fala mais alto, mas pode-se encontrar caminhos fanáticos e furar as regras da cúpula. É hora do povo brasileiro iniciar os debates para se viabilizar um novo Príncipe para o comando deste descontrolado país, dos juros mais altos do mundo. Tributar a herança e a fortuna ficou tarefa para um ser mais digno de exercer o poder com as calças vestidas e honradas (trapacear um povo sem educação digna, sonegando verbas sociais não é lícito de um condutor, sua memória deveríamos esquecer ou enterrar). Que saiam da toca os pretendentes ao posto de Príncipe (nestes brasis), que vença primeiro a disputa interna em seus partidos, depois o embate com os candidatos dos demais. Bom seria começarmos a escrever um presente, que quando virar passado não necessitemos enterrar, para isto deve existir mais troca-troca entre seres mais iguais (todos no país) e entre o Norte e o Sul . História para boi dormir.
(*) Fernando Marrey é advogadoE-mail fmarrey@uol.com.br