08 de julho de 2026
Geral

Menor pode ter matado dois em 24h

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Os crimes aconteceram na favela da Vila Barros, em Marília. O motivo seria vingança. Polícia está à procura do adolescente

Marília - As polícias Civil e Militar estão empenhadas em localizar um adolescente, de 16 anos, suspeito de matar duas pessoas entre domingo e segunda-feira. Identificado apenas por Kiko, ele é o principal acusado de ter atirado contra dois rapazes, na favela da Vila Barros, num prazo estimado em pouco mais de 24 horas e ainda de fazer ameaças contra familiares das vítimas.

O primeiro caso aconteceu no domingo. A vítima foi o pedreiro Divaldo Aparecido da Silva, 31 anos. Na segunda-feira à noite, o desempregado Maurício Gaspar da Silva, 24 anos, foi executado com dois tiros na cabeça quando namorava em frente à sua casa, na rua Salvador Salgueiro.

De acordo com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e a Polícia Militar de Marília, até o começo da noite de ontem Kiko continuava foragido.

A segunda vítima, Maurício, era cunhado de um irmão do pedreiro morto no domingo. O que motivou os assassinatos ainda está sendo investigado mas a polícia trabalha com a hipótese de vingança.

Segundo a polícia, na noite do primeiro crime o pedreiro saiu de casa ao ouvir tiros. Seria uma briga de Kiko com outros rapazes, que também fugiram. Kiko teria surgido e perguntando por esses rapazes. Divaldo teria respondido não tê-los visto e em seguida recebeu dois tiros no peito.

A família de Divaldo teria recebido diversas ameaças do adolescente, que teria prometido matar outros familiares da vítima. O menor não foi localizado pela polícia após a primeira morte e na segunda-feira à noite teria voltado à favela para matar Maurício.

No momento em que foi surpreendido Maurício estava com a namorada. Com roupas pretas e usando um capuz o menor teria caminhado em direção à vítima. Após o primeiro tiro, o casal ainda tentou correr para abrir o portão, mas não houve tempo suficiente. Um dos tiros acertou a cabeça de Maurício que caiu.

Desde então os familiares das vítimas estão vivendo momentos de muita insegurança, receosos de que o menor possa voltar a atacar. Maurício tinha dois irmãos e morava com os pais, que pedem justiça.

Até o começo da noite de ontem a polícia ainda não havia localizado o adolescente e nem a arma utilizada para matar os dois rapazes.