O violento temporal que atingiu Bauru na noite de anteontem provocou, além de inundações, desabamentos e erosões, quedas de postes de eletricidade e de árvores sobre a fiação elétrica. A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) registrou 92 ocorrências durante a tempestade, um número três vezes maior que em situações normais.
Os bairros mais atingidos pela falta de energia, de acordo com a empresa, foram o Paraíso, Alto Paraíso, Independência, Terra Branca, Vila Industrial, Vila Falcão, Jardim Solange, Jardim Ouro Verde, Residencial Sabiá e Residencial Shangrillá.
As regiões de Marília, Botucatu, Lençóis Paulista, Agudos e Campos Novos Paulista também sofreram interrupções de eletricidade.
No total, foram três conjuntos de alimentadores atingidos em Bauru. Além disso, a CPFL constatou avarias em três de seus transformadores, sendo que alguns postes sofreram risco de queda - o reparo já teria sido providenciado.
De acordo com a energética, 15 equipes de eletricistas foram deslocadas, a partir das 20 horas de quinta-feira, para as áreas atingidas, com o objetivo de regularizar o restabelecimento da eletricidade no menor espaço de tempo.
A Companhia informou que, por volta das 22h30, duas horas e meia após o início do temporal, a grande maioria das regiões atingidas já havia sido normalizada. No entanto, os trabalhos de emergência prosseguiram durante a madrugada.
As equipes de eletricistas encontraram dificuldades pela impossibilidade de acesso a algumas regiões da cidade, devido aos alagamentos, às inundações e ao trânsito, que ficou parado em determinados lugares. Para chegar a locais próximos à Vila Falcão e à Vila Independência, por exemplo, as caminhonetes tiveram que fazer grandes desvios, o que provocou o atraso no atendimento a alguns pontos.
Para Wilson Maldonado Júnior, gerente de serviços de campo da CPFL, os trabalhos de prevenção desenvolvidos pela empresa nesse período que antecede o verão foram importantes para que a rede elétrica suportasse melhor o temporal. Não fosse o trabalho minucioso de inspeção nas redes elétricas, verificação das condições de subestações, transformadores, chaves desligadoras, disjuntores e outros equipamentos, as conseqüências seriam mais graves, declarou.