A força da chuva que caiu na cidade na noite de quinta-feira foi implacável com os automóveis que estavam nas áreas mais prejudicadas. Muitos foram arrastados pela correnteza e ficaram amontoados uns por cima dos outros ou mesmo em postes e árvores. Somente no trecho do rio Bauru, compreendido entre a avenida Alfredo Maia e o Terminal Rodoviário, o Corpo de Bombeiros retirou sete veículos boiando nas águas turvas.
Uma das empresas de guincho de Bauru registrou 40 chamados durante a madrugada e o dia de ontem. Destes, dois foram para retirar veículos de dentro do rio. Confesso que nunca vi nada igual na cidade. Nós estamos sem dormir desde que a chuva começou, ressaltou o funcionário José Mário Assis.
Muitos dos motoristas que se arriscaram a atravessar a enxurrada e não foram arrastados acabaram parando no meio do caminho.
Em uma oficina mecânica de Bauru a procura por consertos de carros cresceu 20% em relação aos dias normais.
O proprietário do estabelecimento, Valdemir Martins Dantas, disse que a maioria dos problemas foi em relação à parte elétrica. Quando o carro passa na enxurrada, a água resfria o motor e atinge a parte elétrica, isolando-a. Então, o automóvel não anda mesmo, salientou.
De acordo com ele, a principal recomendação para os motoristas é para que eles evitem passar com o veículo por locais em que há enchente. Se isso não for possível, a pessoa deve passar devagar pelas águas, caso elas estejam paradas, destacou. Dessa maneira, é menor a possibilidade de o motor ser atingido.
O capitão Cláudio Vanderlei Pereira de Nardi, comandante do 1.º Sub-Grupamento do Corpo de Bombeiros, ressaltou que os motoristas devem ter cuidado redobrado ao se depararem com locais onde haja enchentes. Não se deve, de maneira nenhuma, tentar atravessar a correnteza. Nunca se sabe a força das águas, destacou. O melhor, segundo ele, é deixar a pressa de lado nessas horas e se preocupar em preservar a vida.