11 de julho de 2026
Geral

O projeto de monitoramento, que seria feito por câmeras instaladas nos principais cruzamentos da avenida, teria o objetivo de reduzir o índice de criminalidade na região

Redação
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Projeto de monitoramento está orçado em R$ 200 mil e teria o objetivo de reduzir o índice de criminalidade na região

A avenida Getúlio Vargas, uma das mais movimentadas de Bauru - especialmente no período noturno -, poderá ganhar um sistema de vigilância constante. O monitoramento, que seria feito por câmeras instaladas nos seus principais cruzamentos, foi discutido na manhã de ontem, na sede do Sindicato do Comércio Varejista de Bauru, numa reunião convocada pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg).

Além de membros do Conseg e da Polícia Militar, que apresentou o projeto ao Conselho, participaram da reunião o juizado da Infância e da Juventude, representantes da Prefeitura, da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e da Câmara Municipal. O deputado estadual Pedro Tobias (PDT) também esteve presente.

O projeto prevê a instalação de oito câmeras ao longo da avenida Getúlio Vargas, entre as quadras 1 e 11. O sistema teria a finalidade de prevenir e reduzir a criminalidade na região.

Ainda segundo a proposta, a responsabilidade pela fiscalização ficaria a cargo da Polícia Militar, sendo que na sede do Pelotão Sul (praça Portugal) funcionaria a central de monitoramento.

A escolha do local para receber as câmeras deve-se à grande movimentação de pessoas durante o dia e à noite nas proximidades da avenida, em virtude do comércio e das casas noturnas. De acordo com a Polícia Militar, durante o ano de 2000, foram registrados 238 acidentes de trânsito na Getúlio Vargas, três deles envolvendo vítimas fatais. Além disso, seriam constantes os furtos de veículos, a apreensão de entorpecentes e os danos a propriedades na região.

O capitão Benedito Roberto Meira afirmou que a concentração de pessoas dificulta a fiscalização do local. A própria divulgação do monitoramento já causaria um temor que modificaria o comportamento das pessoas, acredita.

De acordo com o capitão, não houve discordância, por parte dos presentes na reunião, quanto à necessidade e viabilidade do projeto. No entanto, foram levantadas questões sobre a invasão de privacidade dos motoristas e transeuntes. Nós entendemos que não se trata de invasão de privacidade, já que as câmeras estariam em via pública, e não dentro de residências. Além disso, a reivindicação é da própria comunidade, apesar da proposta ter sido apresentada pela Polícia Militar, expôs Meira.

De acordo com o presidente do Conseg Centro-Sul, Primo Alexandre Mangialardo, a empresa Saci, de Campinas, esteve na reunião realizando uma demonstração do serviço, por meio da instalação de uma câmera na avenida Nações Unidas. O alcance da câmera, que tem um giro de 350 graus, é excelente. Dá para ver a placa dos carros e até os motoristas. Nós estamos entrando em contato com cidades que já dispõem desse sistema, como Vinhedo, Sorocaba e Americana, e parece que o resultado prático é muito satisfatório, com até 96% de redução do índice de criminalidade. É isso que queremos para Bauru: um baixo índice de criminalidade, destacou o conselheiro.

O custo estimado do projeto é de R$ 200 mil. O presidente do Conseg alega que nas cidades onde foi implantado, o sistema foi pago pelo poder público. Portanto, a idéia será apresentada à Prefeitura e à Emdurb para que a questão da verba seja discutida. De acordo com o capitão Meira, a Polícia Militar espera a colaboração de todas partes envolvidas. Esperamos que a idéia sensibilize a todos.