Experiente pivô, de 36 anos e 2,04m, chega para substituir Big George
O pivô norte-americano Leon Jones, 36 anos, 2m04 é o substituto do também pivô norte-americano Big George, dispensado, por indisciplina, no sábado passado, pelo Tilibra-Copimax, anunciou ontem, o presidente Caio Coube.
Entre os três melhores reboteiros, com média de 8.3 por jogo, do último Campeonato Paulista, defendendo o Osasco, Leon Jones deve estar à disposição do técnico Guerrinha na partida deste domingo, às 18 horas, em Casa Branca, pela sétima rodada do Campeonato Nacional de basquete masculino. "Com o campeonato em andamento, preferimos não arriscar, na contratação de estrangeiro desconhecido. O Leon tem experiência já que há mais de 11 anos joga no basquete brasileiro. É muito forte na defesa e tem ótimo aproveitamento nos rebotes, explica Caio Coube.
RODADA - Com a realização de cinco jogos, será realizada hoje a sétima rodada do Campeonato Nacional de Basquete Masculino. O Ribeirão Preto/COC enfrenta a Sogipa, às 20 horas, em Porto Alegre, em busca de uma nova vitória que lhe garantirá a liderança isolada da competição.
O Ribeirão Preto/COC vai a Porto Alegre, respeitando muito o adversário. O Sogipa ganhou a vaga para o Campeonato Brasileiro uma semana antes do início do torneio, ao sagrar-se, de forma surpreendente, campeão Gaúcho. É um time jovem, com estrutura nova, mas isso não o impede de ser um adversário competitivo, falou o treinador Aluisio Ferreira, o Lula. O pivô Tiagão, que continua fora da equipe devido a uma entorse no joelho, volta a jogar somente no início de março. Provavelmente, ele só volte a jogar na partida contra o Mogi/Valtra, ponderou o treinador.
A rodada terá ainda os seguintes jogos: A Hebraica x Botafogo (20h); Franca/Marathon x Goiás/Universo (20h); Casa Branca/Leitor x Fluminense (20h) e Ipiranga/Badesc x Mogi/Valtra (21 horas), com transmissão ao vivo do SporTV.
CRISE - O campeão paulista Franca/Marathon, que foi desmontado para a formação da superequipe do Vasco, há duas temporadas, vê com tristeza a situação enfrentada pelos atletas que seguiram para o Rio. E também com apreensão sobre como isso poderá influir no futuro do esporte e da seleção brasileira. "Os jogadores sem salários, em sua maioria, são nossos amigos", observa o técnico Daniel Wattfy que, no entanto, tem uma certeza. "Nenhuma equipe de São Paulo teria cacife para trazê-los de volta pagando os mesmos salários."
A apreensão vem do fato que hoje, os três clubes do Rio - Vasco, Flamengo e Botafogo -, todos com salários atrasados, empregam oito dos 12 jogadores da última seleção brasileira, seis deles no Vasco. "Imagine o que poderia ocorrer se esses times deixarem de existir?"
O técnico francano disse que não foi uma opção conservadora os investimentos mais moderados feitos pelos times de São Paulo que disputam o Nacional. Simplesmente, não foi possível competir com os patamares salariais fixados pelo Vasco. "O pulo foi muito alto e os outros clubes jamais teriam condições de competir. Nosso orçamento é quase o mesmo há quatro anos." Daniel observou que muitos acreditaram e até tornaram-se defensores da proposta do Vasco, mesmo com salários "irreais" para o mercado.
O treinador observa que Franca trabalha mesclando jogadores renomados e experientes com 40% de jovens, uma forma de enxugar a folha de pagamento e manter a filosofia de formação. Na sua avaliação, com a crise provocada pelas equipes do Rio, a tendência, na próxima temporada, será reduzir salários.