08 de julho de 2026
Geral

UM GRITO DE ALERTA

Vitor Rodrigues Ruiz
| Tempo de leitura: 3 min

Bauru é uma cidade conhecida pelo nome no mundo inteiro. Muitas cidades maiores que a nossa não são tão conhecidas como Bauru. A vida de Pelé, o atleta do século, tem grande parte em Bauru. O nome que a cidade emprestou ao sanduíche é falado no mundo inteiro. Daqui saíram nomes como: Edson Celulari, Edson Leite, Mauro Rasi, Toninho Guerreiro, Hélio de Aguiar, Cascatinha e Inhana, Mato Grosso e Matias, Marciano, Elsa Laranjeira, Solange Theodoro e alguns outros que eu posso ter esquecido que ajudaram elevar o nome de Bauru.

No esporte coletivo, tivemos o BAC como descobridor de Pelé. A Luso e o BTC com o Basquete e mais recentemente o Tilibra Copimax sendo campeão Paulista e está aí entre as cinco melhores equipes do País. Tivemos ainda grandes campeões de Tênis como Cláudio e Celso Sacomandi, Júlio César Goes, Roberto Cardoso, Cecília Joaquim e outros que são orgulhos, de nossa cidade. Mas ninguém, em tempo algum, elevou mais o nome de Bauru como esse sofrido Esporte Clube Noroeste. Fora da cidade lembrou em futebol, lembrou em Noroeste de Bauru. Vive de teimoso. É o time de futebol mais roubado pelas arbitragens no mundo. Certa vez, quando eu era diretor de futebol do Noroeste, trouxemos para treinador o internacional Paulo Emílio que havia trabalhado em todo os lugares do mundo. Um dia esse treinador me contou que ele nunca tinha visto na longa carreira dele um time mais roubado que o Noroeste. Os árbitros, bandeiras, representantes e diretores da Federação parece que sentem orgasmo em roubar o nosso tão sofrido Norusca.

Mas existem uns poucos cidadãos de coragem em nossa cidade que ainda doam parte de suas vidas ao Noroeste. Neste ano, por exemplo, estamos na 3.ª divisão do Campeonato Paulista, montamos graças a esses abnegados diretores um time de boa qualidade. Montamos uma organização jamais vista em Bauru. O estádio Alfredo de Castilho está limpo, pintadinho e muito bonito. Foram reformados os vestiários e foi adquirido material de última geração. O gramado de Alfredo de Castilho faz frente a quaisquer Maracanãs, Mineirões e Morumbis da vida.

Só que tudo isso não conta quase com a colaboração de bauruenses, principalmente dos ligados aos poderes públicos. Pessoas como Arquivaldo Reche e Damião Garcia, que moram em São Paulo, estão ajudando, ao passo que pessoas ligadas ao esporte em Bauru não estão nem aí em ajudar o nosso maior divulgador. Imagine que o Norusca está mandando os seus jogos de 4.ª feira às 16h00 porque estão faltando lâmpadas nos refletores (fica em aproximadamente 9 mil reais o reparo) e ninguém apareceu para bancar.

Aliás, nem a Prefeitura (sabemos que o prefeito Nilson Costa é um grande torcedor do Noroeste) tem ajudado em quase nada. Temo que esses poucos abnegados cansem e parem, fazendo sumir do cenário esportivo nosso E.C. Noroeste. Só aí Bauru saberá o quanto fará falta o futebol para a nossa cidade. Não vamos deixar o Noroeste morrer. O Noroeste é um produto sem concorrência visto ser o único time de futebol profissional da cidade. (Vitor Rodrigues Ruiz - RG. 11.225.892)