Jaú - A maioria dos presos da cadeia pública de Jaú passou parte do dia de ontem do lado de fora das celas. O tumulto começou após o banho de sol, quando 75 dos 100 homens se recusaram a voltar para as celas. Eles reivindicavam direito a visitas íntimas e maior número de visitantes autorizados a entrar na cadeia, durante o dia da semana reservado para esse fim.
A Polícia Militar ficou de prontidão do lado de fora do presídio para agir caso surgisse uma situação de emergência, o que não foi necessário. Numa primeira conversa com a Polícia Civil, os presos se recusaram ao recolhimento espontâneo. Exigiam a presença de um juiz.
Uma comissão de presos foi formada, então, para conversar com a juíza Elaine Cristina Storino Leoni. Só depois de fazer as reivindicações à juíza, eles concondaram em voltar para as celas. Antes, porém, já haviam promovido grande desordem no pátio e corredores da cadeia, onde queimaram colchões.
O delegado seccional de Jaú, Benedito Antonio Valencise, disse que na próxima semana deve se reunir com a juíza para discutir a questão. Numa avaliação preliminar, o delegado diz que um maior número de pessoas autorizadas a entrar na cadeia no dia de visitas é complicado, uma vez que a cadeia enfrenta a superlotação.
Ontem, assim que o tumulto começou, a polícia decidiu transferir de imediato um dos presos acusados de liderar o movimento.