08 de julho de 2026
Geral

Erosão atinge cemitério em Agudos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Com as constantes chuvas, a tendência é que o problema se agrave cada vez mais. Prefeitura promete solução até julho

Agudos - As fortes chuvas que caíram sobre Agudos, nesses últimos dias, acabaram agravando um problema que não é recente na cidade - a erosão - e que está atingindo um local considerado sagrado por muitas pessoas - o cemitério. Preocupados com a atual situação do local e prevendo possíveis danos materiais e sentimentais, parentes de pessoas que foram enterradas na parte do cemitério atingida pela erosão passaram a pressionar representantes dos poderes Legislativo e Executivo do município com o intuito de se evitar que as sepulturas venham, em um futuro bem próximo, a ser engolidas pelas erosões, que aumentam a cada chuva.

As reclamações começaram a surtir efeito. Tanto o prefeito quanto os vereadores começaram a se mobilizar, na tentativa de resolver o problema - herança de administrações passadas - e ainda por cima obter algum dividendo político. Na última sessão da Câmara Municipal de Agudos, o vereador Paulo José Condi Garcia (PSDB) encaminhou ao prefeito José Carlos Octaviani (PMDB) um requerimento reivindicando uma maior agilidade nas obras de recuperação da parte afetada e do próprio cemitério como um todo.

Após visitar o local, o vereador disse ter constatado, além das erosões, um suposto abandono de 96 jazidos construídos pela administração anterior e que estariam cobertos com terra, trazida pela chuva, e mato. Segundo Garcia, o cemitério tem sido sistematicamente invadido durante a noite e, por conta disso, objetos estariam sendo furtados. Em menos de uma semana, foram registrados dois Bolentins de Ocorrências. Em ambos, o produto dos furtos foram ferramentas de trabalho usadas pelos pedreiros da Prefeitura, como marretas, colheres, dois carrinhos de mão, duas enxadas e dois enxadões, entre outras.

O requerimento apresentado pelo vereador pede também que sejam construídas guias e que as ruas da parte nova do cemitério sejam devidamente pavimentadas. Garcia pede ainda que o prefeito invista numa melhor iluminação do local e também em um patrulhamento mais eficaz, para evitar novos casos de furto e vandalismo. Durante conversa com a reportagem, o vereador revelou também que alguns jazidos vazios estariam parcialmente descobertos, e que poderiam ser transformados, com o acúmulo interno de água da chuva, em um potencial foco dos mosquitos transmissores da dengue.

Após o recebimento do requerimento, a Prefeitura tem um prazo de 15 dias para responder ao seu autor.

Procurado pelo Jornal da Cidade, o diretor de Obras, Benedito Carlos da Silva Machado, disse que as obras de recuperação do cemitério devem começar tão logo termine a época de chuvas. Ele acredita que até o fim de julho as obras de infra-estrutura devem estar concluídas. Dentro do cronograma, segundo Machado, estão a construção de galerias pluviais, de guias e a pavimentação das ruas.

Quanto aos 96 jazidos, que foram construídos pela Prefeitura e que estão prontos para serem comercializados, o diretor garantiu que já foi providenciada a retirada do mato e da terra, que estavam sobre eles. Os jazidos foram construídos em razão do cemitério velho, que fica ao lado do novo, estar com sua capacidade de sepultamento esgotada.

Quanto a possível contratação de um guarda noturno para tentar evitar novos casos de furto e a depredação do local, o diretor de Vias e Transportes, Irineu Costa, disse que essa é uma vaga difícil de ser preenchida. Quando você fala que a vaga é para trabalhar à noite no cemitério, ninguém quer o serviço. Só um cara meio doidão vai aceitar um emprego como esse, acredita o diretor.