08 de julho de 2026
Geral

Iodo pode prevenir surdez em crianças

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Para uma criança usar um aparelho auditivo, é necessário um acompanhamento psicológico, de acordo com o otorrinolaringologista Helder Fernandes de Aguiar. Para fazer o bom uso do aparato, há um período de adaptação, quando a criança aprende como usufruir da tecnologia utilizada nos aparelhos auditivos, que são fabricados de acordo com a necessidade da criança. Além de haver graus de surdez que vão de leve a profundo, há também a freqüência de sons agudos ou graves

Prevenção à surdez envolve cuidados contra doenças graves

A surdez pode ser prevenida. Desde 1997, é obrigatória a vacinação infantil contra a rubéola, uma das doenças causadoras de perda auditiva. A obrigatoriedade da vacina foi determinada pelo Governo Federal após uma campanha informativa realizada pela Fundação Otorrinolaringologia. Outra medida de prevenção é a alimentação rica em iodo, já que a deficiência desse sal mineral causa o cretinismo, doença mental irreversível que tem como algumas de suas conseqüências baixa inteligência e surdez. Daí a necessidade de se consumir sal marinho ou iodado e alimentos de origem marinha.

Sistema de saúde ainda desconhece número exato de surdos no Brasil

A incidência de problemas auditivos na população brasileira ainda é uma incógnita para os médicos, pois não existem pesquisas suficientes para fornecer estatísticas confiáveis. Por estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) (1993) 1,5% da população brasileira seriam portadoras de deficiência auditiva.

Vacina

Uma campanha realizada pela Fundação Otorrinolaringologia em 1997 com o objetivo de informar a população sobre os problemas auditivos e suas soluções, resultou em medidas importantes para a saúde pública. Uma delas foi a instituição, pelo Governo Federal, da obrigatoriedade da vacina contra rubéola, uma das maiores causadoras de surdez. Determinou-se também o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, em 10 de novembro.

Um dos resultados da pesquisa de 1997 foi que mais de 40 das pessoas consultadas que não apresentavam queixa quanto à capacidade auditiva possuíam algum grau de surdez. Os participantes da campanha acreditam que essas iniciativas devem contribuir para a formação de dados mais completos sobre os problemas otológicos no Brasil e, conseqüentemente, para sua solução.

Educação e comportamento

A Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou que, no século XXI, será prioridade reduzir as doenças da comunicação. A audição é um dos principais sentidos que permitem a comunicabilidade dos seres humanos. Assim como entre os animais, ela tem uma função de defesa. Segundo o Dr. Ricardo Ferreira Bento, médico otorrinolaringologista, consultor da OMS e diretor de campanhas da Fundação Otorrinolaringologia, as pessoas surdas são introvertidas e acabam intranqüilas, pois ficam constantemente alertas ao menor sinal de perigo.

A audição também é uma função essencial para a sociabilidade do indivíduo. A deficiência auditiva na fase escolar prejudica não apenas o aprendizado e, conseqüentemente, toda a formação da criança, mas também sua convivência com os colegas e mesmo com a família. Não é raro a criança ser maltradada ou tachada de incapaz pelos próprios pais por não estudar direito ou não obedecer, quando o que a impede de prestar atenção ao que dizem não é a indisciplina, mas sua dificuldade em ouvir, declarou Ferreira Bento.