O Primeiro Comando da Capital (PCC) não tem ramificações sólidas nas duas penitenciárias de Bauru porque os presos dessas unidades não aceitam essa facção criminosa. A afirmação é do diretor da PI, Wilson Elorza. Esse seria também o motivo pelo qual os detentos de Bauru não aderiram ao movimento que atingiu 29 prisões estaduais a partir de domingo.
Quando algum integrante do PCC chega à prisão é rejeitado pela maioria, não consegue se estabelecer e acaba pedindo para ser transferido. A transferência é providenciada uma vez que, segundo o próprio diretor, não seria adequado manter um preso que pode representar riscos a um sistema de trabalho que vem dando certo.
Bastante trabalho, atividades esportivas e culturais colaboram para que o ambiente na prisão alcance um nível satisfatório a ponto de pesar na decisão dos presos, revela o diretor que está no comando da PI há cerca de dez anos. Além disso, diz Elorza, procura-se dar ao preso o que é de direito e cobrar o que é dever. Tem que ser duro, sem ser ruim. No domingo, quando as rebeliões começaram a estourar por todo o Estado, o movimento não chegou alterar a rotina das duas penitenciárias de Bauru. As visitas ocorreram normalmente, sem incidentes.
Mas, se por um lado não há integrantes do PCC em Bauru, outra questão não deixa de preocupar: a assistência sobre a situação carcerária dos presos. Seriam muitas as reivindicações e reclamações sobre revisões de processos penais.