08 de julho de 2026
Geral

Prefeito rebate crítica de parado

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

O prefeito Nilson Costa (PPS) comentou que não procedem as críticas de que sua gestão está inerte aos estragos na cidade

O prefeito Nilson Costa (PPS) recorreu à TV Câmara, ontem, para rebater as críticas feitas por vários vereadores em relação à ausência de um programa eficiente e ágil de resolução dos problemas estruturais da periferia da cidade, sobretudo na região Sudoeste, onde estão bairros como o Jardim Pernambuco, Jussara e Parque Viaduto. A maioria dos vereadores que usou a tribuna da Câmara, na sessão de anteontem, falou da situação caótica de alguns bairros, com imagens do canal legislativo ilustrando as críticas. Ontem, o prefeito levou a TV Câmara até obras em andamento, acompanhado dos secretários de Obras, Edmilson Queiroz Dias, e da Administração Regional, Celso Donizete. Nilson Costa disse que os problemas não foram criados em nossa gestão e estão sendo atacados. Mas não se pode resolver tudo em 24 horas após uma tromba dágua.

O prefeito municipal comentou que somente para combater os estragos causados pelas chuvas fortes do último dia 8 de fevereiro seria necessário o aporte financeiro de R$ 3,5 milhões. Dinheiro que a Prefeitura não tem e tenta buscar junto ao Governo do Estado. Ainda assim, estamos investindo em questões prioritárias dentro de nossas possibilidades, inclusive na região do Jardim Jussara, de onde partiram as principais críticas na sessão da última segunda-feira. Nilson Costa lembrou que esses problemas não foram criadas em sua gestão. São ao todo 26 grandes erosões em Bauru, de administrações passadas, que exigem aplicação de muito dinheiro e o Município não dispõe desse dinheiro. Só na Pousada da Esperança o combate a erosão exigiria investimento de R$ 1 milhão, disse. O prefeito disse que os problemas estão sendo equacionados com os recursos disponíveis atualmente e que os casos mais graves serão combatidos ao longo dos próximos anos, ao longo de algumas administrações.

Nilson Costa contou que, apesar das dificuldades financeiras, o Município está realizando obras em diversos pontos da cidade e o que é mais importante, pagando os fornecedores. Além disso, pagamos R$ 5 milhões somente no ano passado da dívida federalizada de R$ 43 milhões. Esse dinheiro nos permitiria construir de 15 a 20 creches, mas estamos pagando dívidas da inconsequência da irresponsabilidade das administrações anteriores. E não se diga que seria melhor o calote, porque a dívida teria um custo de 30% a 40% para o Município, com o dinheiro confiscado pelos credores. Essa seria a consequência do calote. Então é preciso verificar essa situação. Queria que os críticos, alguns deles que votaram inclusive para a aprovação do empréstimo de R$ 10 milhões junto ao Chase Manhattan, que eles sentissem o drama da administração, tendo que pagar essa dívida, ao invés de aplicar na cidade.

O prefeito apontou que estão sendo construídas escolas, creches, postos de saúde e obras de infra-estrutura. Na região sudoeste, por exemplo, bastante castigada pela chuva, a administração informou que está sendo feito um caixilho, obra de concreto que evita a propagação dos danos da chuva sobre o solo e outro será construído na mesma região. Nilson Costa também argumentou que a Secretaria da Administração Regional está com frentes de trabalho pela cidade. Sobre a solicitação de mais agilidade nas ações, o prefeito rebateu que alguns pontos foram recolocados à disposição da população em 48 horas, outras questões em pouco mais 24 horas, como a adutora que abastece o Popular Ipiranga e bairros próximos. Mas não é possível que queiram exigir a resolução de tudo com pouco dinheiro e muito estrago em 24 horas.

Sobre a crítica de utilização de R$ 220 mil com o Carnaval, enquanto a periferia espera galerias nas ruas, o prefeito reagiu que são os mesmos críticos que disseram que era gastar com a elite terminar o Teatro Municipal. Hoje temos o teatro com brilho e orgulho para Bauru, proporcionando peças com atrizes e atores importantes, trazendo muita gente nova para a área cultural, difundindo valores. Por outro lado, alguns também criticam a verba do Carnaval, mas não é um dinheiro jogado fora, ele volta com a comercialização do evento, com a venda de lanches, refrigerantes e salgados, que aquece a economia informal nesta época, com a venda de adereços e fantasias para as escolas e com a vinda de turistas da região. Além disso, os contribuintes que pagam impostos e gostam de Carnaval têm o direito de cobrar da Prefeitura a realização desta festa popular, uma das mais importantes do calendário estadual no Interior, finalizou.