08 de julho de 2026
Geral

J. Carolina quer barracão abandonado para formar um centro comunitário

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

A Associação de Moradores do Jardim Carolina está pleiteando a cessão do barracão que abrigava a Casa do Jovem para lá instalar sua sede e as dependências do Centro Comunitário do bairro, principal mote da campanha da recém-eleita diretoria da entidade. O prédio, que pertenceria a uma associação vinculada ao bem-estar de menores, toma parte das quadras 6 e 7 da rua Rafael Pereira Martini - na divisa do bairro com o Jardim Redentor - e está abandonado há mais de três anos.

O presidente da associação do Jardim Carolina, Matias Muniz, informou que esteve ontem em contato com o responsável pelo imóvel, um homem cujo primeiro nome é José e que trabalha na Sociedade Beneficente Cristã. Na ocasião, ele teria entregue um ofício solicitando permissão para ocupar o prédio. Ele me pareceu bem receptivo à idéia, mas pediu 15 dias de prazo para dar uma resposta, disse Muniz.

Caso a entidade consiga a cessão do barracão, o próximo passo será alavancar recursos para reformá-lo. Por conta do abandono, o prédio viria sendo vítima de depredações, servindo, inclusive, de abrigo para usuários de drogas e desocupados.

A proposta da associação é conseguir reformar o imóvel através da colaboração da própria comunidade do bairro. Nossa intenção é passar de casa em casa e pedir que os moradores contribuam mensalmente com a quantia que dispuserem. Pode ser R$ 2,00, R$ 5,00, qualquer valor. Tudo o que obtivermos será investido na obra de reforma e, no futuro, no bem-estar da comunidade, que poderá usufruir das atividades que pretendemos oferecer, adiantou Muniz. Queremos um espaço para realizarmos festas e outros eventos, além de cursos profissionalizantes ou de geração de renda, que podem ajudar os moradores desempregados ou que desejam melhorar os rendimentos, justificou.

Para Muniz, a proposta de conseguir junto aos moradores o dinheiro para a obra não é utópica, até porque a comunidade local seria muito unida em questões relativas a melhorias para o bairro. Grande parte dos moradores, por exemplo, teria se mobilizado favoravelmente ao projeto de pavimentação comunitária lançado pela Prefeitura, mas que até hoje não saiu do papel. Se dependesse da população local, o Jardim Carolina já estaria totalmente asfaltado. O centro comunitário é um bem para todos. Se tivéssemos o nosso, não precisaríamos, por exemplo, alugar a sede de outras associações para as promoções, disse, lembrando a recente festa realizada no Centro Comunitário do Redentor. Tivemos que pagar por isso, destacou.