08 de julho de 2026
Geral

Moradora envenena cães da vizinha

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 2 min

Aidê Antunes assumiu a autoria do ato, justificando que o fez porque os cachorros eram constantemente maltratados

A morte de dois cachorros motivou briga entre vizinhos na Vila Industrial e resultou no registro de boletim de ocorrência. A dona de casa Aidê Luciana da Silva Antunes, 34 anos, assume a autoria do ato, mas garante que agiu dessa maneira porque estava cansada de assistir aos animais sendo mal tratados. Os bichos eram de propriedade de Iraci Munuera de Sá Santos, 45 anos.

Ela não cuidava dos cachorros. Saía sem deixar comida e água. Além disso, eles mexiam no meu lixo, faziam cocô no meu quintal e estavam com sarna e cheios de carrapato. Estava uma situação insustentável e resolvi colocar veneno para amenizar a situação deles, relata Aidê, proprietária de Bola, vira-lata que encontrou na rua.

De acordo com a dona de casa, por alguns meses, ela própria cuidou dos animais, alimentando-os e medicando-os contra doenças de pele, mas deixou de fazê-lo por falta de condições financeiras.

Aí, eles emagreceram e pegaram sarna de novo. Relatei o problema a uma pessoa e ela sugeriu que pingasse uma gotinha de veneno na comida deles. Coloquei o remédio e eles morreram. Não fiz isso por mal, adoro animais e nunca briguei com a vizinha por causa deles, mas não agüentava mais ver aqueles bichos morrendo de fome. Coloquei veneno porque não tinha outra saída, garante Aidê.

Iraci, que mora na casa que faz fundos à residência de Aidê, discorda do posicionamento da vizinha. Quem cuida e quer bem um bichinho, não mata ele (sic) envenenado. Foi uma maldade. Sempre cuidei dos meus cachorros. Eles eram a alegria das crianças, afirma.

A proprietária dos cachorros afirma estar disposta a processar a vizinha e garante que já procurou orientação jurídica da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa). A advogada me disse que o envenenamento de cachorros é crime. Por isso, fui à polícia e registrei boletim de ocorrência, justifica.

Aidê se defende e diz que não quis fazer mal aos animais, mas que apenas pensou no melhor para eles. Tenho três filhos e uma neta. Estava preocupada com a saúde deles e com a minha, declara a dona de casa.

A pedido do delegado do 1.º Distrito Policial, Ronaldo Divino, a Sociedade de Proteção Ambiental Montaract recolheu os corpos dos animais para emitir laudo sobre a morte deles. O documento deve ser anexado ao inquérito policial, que, caso comprove a culpabilidade de Aidê, poderá resultar na pena de 6 meses a 1 ano de prisão ou prestação de serviços à comunidade.