09 de julho de 2026
Geral

Covas seria alvo de grupo agudense

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Com a desculpa de que ajudariam no tratamento de Covas, acusados estariam desviando dinheiro para conta no BB

Agudos - Quatro moradores de Agudos estão sendo investigados pela Delegacia de Assistência ao Turista (Deatur), de São Paulo. A suspeita é de estelionato que estaria sendo praticado em várias cidades do País. Eles estavam detidos temporariamente e ontem foram liberados, mas o delegado que conduz as investigações, Paulo Fleury, adiantou que está pedindo a prisão preventiva deles.

O delegado explicou que para aplicar o golpe, um dos rapazes se identificava como sendo o secretário de Estado de Esportes e Turismo, Marcos Arbaitman. Solicitava contribuição em dinheiro, a diversas agências de viagem, para um fundo social que auxiliaria no tratamento do governador licenciado, Mário Covas. Diziam ainda que quem colaborasse, poderia ter vantagens fiscais em contrapartida.

O suposto falsário informava o número de uma conta corrente do Banco do Brasil, em Agudos, na qual deveria ser depositada a contribuição e cujo titular seria um procurador de Estado, de nome Ewerton Cavalcante. As investigações tiveram início em janeiro, disse o delegado, assim que a polícia começou a receber denúncias de pessoas que desconfiavam de golpe. Através de um trabalho investigativo que contou com a colaboração do Departamento de Inquérito da Polícia Judiciária (Dipo), policiais chegaram a fazer várias viagens para o interior do Estado e também para outros estados.

Depois de identificar o funileiro Ewerton dos Santos Cavalcante, 25 anos; e os comerciantes Willian do Nascimento de Oliveira, 22 anos; José Arnaldo Paschoal de Abreu, (idade não informada) e Sílvio Luiz Agostinho, 37 anos, os policiais de São Paulo vieram para Agudos na semana passada e detiveram Cavalcante e Oliveira. Os outros dois foram detidos na última terça-feira, também em Agudos.

Dentre as cidades onde o grupo já teria agido estão Garça, em setembro de 1998; Álvaro de Carvalho, em abril de 99; Pitangueiras, em março de 99; Cafelândia, em fevereiro de 99; Araçatuba, em abril de 99; Pederneiras, em setembro de 99; Borborema, em agosto de 98; Campinas, em maio de 98; Maringá-PR, Estado de Santa Catarina dentre outros.

De acordo com o delegado Paulo Fleury, em São Paulo, a pretensão dos suspeitos seria angariar R$ 1 milhão. Mas eu acretido que tenha ficado longe desse valor. Ainda estamos investigando as contas bancárias, disse.

Segundo o delegado, os suspeitos teriam admitido as acusações. A polícia apurou que a conta bancária pertencia a Cavalcante, o telefone celular a Oliveira e os outros dois seriam os mentores dos planos. Todos foram indiciados sob a acusação de tentativa de estelionato. Ainda segundo o delgado Fleury, os quatro já tinham passagens pela polícia.

Para investigar as suspeitas, a polícia montou uma equipe onde foram empregados 15 investigadores, cinco viaturas, bem como o trabalho dos delegados assistentes Aloízio Pires de Araújo, Antonio Assunção de Olim e Viviane Dias Vicente que, durante os últimos 15 dias intensificaram os trabalhos para esclarecer a suspeita de golpe onde o governador licenciado aparece como vítima.