O atual inquilino do Palácio das Cerejeiras - o mestre em jornalismo Nilson Costa, com sua simplicidade natural e autenticidade democrática, está profundamente empenhado em trazer para o município essa relíquia histórica - que ajudou Bauru a crescer - que é o prédio símbolo do Poder Ferroviário em tempos passados, ou seja, a antiga Estação da Noroeste do Brasil na Praça Machado de Melo. Se conseguir essa proeza - convencer os donos do Poder em Brasília (é preciso uma ajudazinha do Congresso), Nilson Costa terá realizado o maior projeto de sua vida na Cidade Sem Limites. Nesse predião (hoje em decomposição), com pequena adaptações, ele instalará a Prefeitura e seus demais departamentos, economizando milhares de reais em aluguéis e revitalizará o comércio nessa parte mais antiga da cidade, em decadência pela freqüência de marginais e prostitutas, fortalecendo o lojistas do Calçadão contra a concorrência do futuro Grupo Savoy nos Altos da Cidade.
Hoje esse marco histórico no desenvolvimento da Capital da Terra Branca, em tempos passados, está totalmente abandonado sem manutenção e se continuar assim, em poucos anos mais, transformar-se-á num montão de escombros difícil até de ser removido. Atualmente, está servindo de reprodutor do pombal, de ratos e ratazanas, de esconderijo de traficantes, de abrigo de mendigos e de sarcófago de almas dos indígenas dizimados pelos jagunços a serviço do governo, na construção dessa ferrovia. A Noroeste está pagando seus pecados pelo genocídio que cometeu contra os donos da casa.
Bauru tem muitos problemas devido ser uma comunidade muito espalhada, sem que a urbanização asfáltica tenha acompanhado esse crescimento. Tudo isso somado aos dilúvios mandados por São Pedro. Colocaram a população da periferia em pé de guerra contra o Prefeito. Sem que ele tenha a menor culpa. (José Rodrigues Azenha)