A rua é a Santa Maria, localizada na Vila Industrial. E o problema é o mesmo, que está sem solução há semanas: desde a ocorrência da tempestade que provocou destruição na cidade, a quadra três da rua sofreu erosão e, com as chuvas que vieram depois, os buracos foram ficando mais profundos a ponto de danificar toda rede de esgoto. Além disso, três residências correm sérios riscos de serem engolidas pela erosão. As residências de números 3-33, 3-39 e 3-55 são as mais prejudicadas. Nesta última mora Odete Pereira. Ela disse que já cansou de reclamar para o Departamento de Água e Esgoto (DAE), e para a Prefeitura. Na semana passada veio uma pessoa do DAE e só olhou. Estou com medo da minha casa ser levada para o buraco numa próxima chuva. Eu não tenho dinheiro para construir outra casa, desabafa. ]
Já a moradora da quadra quatro da mesma rua, Isaura Jacon, mostrou para a reportagem do JC nos Bairros, dois ofícios de autoria do vereador Leandro do Santos Martins solicitando reparos urgentes no local.
Um dos ofícios, que data de 2 de maio de 2000, solicita o asfaltamento urgente de várias ruas do bairro, entre elas, a rua Santa Maria. O outro, de mesma autoria, com data de 8 de maio de 2000, solicita do asfaltamento da rua Antônio Guedes de Azevedo. De acordo com Isaura, o vereador teria telefonado informando que os pedidos tinham sido votados pela Câmara Municipal e encaminhados para a Prefeitura. Até hoje, a Prefeitura não atendeu aos pedidos e o problema só piorou, comenta Isaura. Segundo ela, como as manilhas de esgoto do DAE estão rompidas, o esgoto está retornando para as casas das pessoas. Outro dia, uma vizinha estava lavando uma fralda de criança no tanque e presenciou o esgoto subindo pelo ralo, conta.
A moradora afirmou ainda que a Prefeitura já transportou um pouco de terra para tentar cobrir a área erodida. Mas ao encontrar a rede de esgoto rompida, não pode resolver o problema, que depende, primeiramente, da ação do DAE.
DAE depende da Secretaria de Obras
De acordo com a assessoria de comunicação do DAE, a equipe da autarquia não pode realizar os reparos nas manilhas que transportam o esgoto sem que o local não seja aterrado até o nível da rede de esgoto. O aterramento da rua é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Obras.
Se, por exemplo, a rede de esgoto tiver uma profundidade de dois metros e a erosão for de 10 metros, a Secretaria de Obras precisará aterrar oito metros para que a equipe do DAE possa reparar a rede.
O JC tentou o contato com o secretário municipal de Obras, Edmilson Queiroz Dias, mas o celular atendia na caixa postal.