1Coríntios 13, 1-7 - Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o Dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal.
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Nosso Amigo José Romão, com toda a sua sabedoria, falava a língua dos homens, e entendia a língua dos anjos. Com seu amor, deixará saudades a seus alunos e colegas de profissão. Seus ensinamentos, tal como um sino, vai tinir pela vida de muitos.
José Romão, no seu dom de profetizar, acreditou desde os primeiros anos da USC, que hoje nós teríamos esta grande instituição comunitária. Ele, conhecedor de todos os mistérios do educar, e todas as ciências, principalmente a Filosofia, pode dar através da sua fé e do seu testemunho, que era através do seu amor-doação, do seu trabalho, que formar-se-ia um grande cidadão, um grande ser humano.
José Romão distribuiu sua grande fortuna, que era seu saber, aos seus pupilos e colegas, estes pobres mortais carentes do saber, que aos poucos foram percebendo que a chama da sabedoria queima, arrebata e enleva o espírito de todo ser humano, e que o tempo de vida deve ser aproveitado ao máximo.
Todos nós sabemos, José Romão, como você sofreu para tirar os ignorantes do ceticismo; como você suportou todos os espinhos de sua profissão, e como ensinou com sua vida (até em seus últimos momentos), que nós não somos apenas seres materiais, mas que a fé é o que interessa. Você, Romão, soube dizer em palavras e atos, que de nada vale a soberba, mas sim a humildade; que a leviandade no amor é um dos defeitos mais graves do homem, principalmente quando se busca o saber. Você Romão, nunca teve inveja, e esta nem lhe caberia, pois onde você iria buscar qualidades e dons que você já possuía? Romão, você deixará saudades, pelo seu jeito de ser: transparente, portando-se decentemente; esquecendo-se sempre de seus interesses pessoais, e voltando-se sempre aos outros; sempre calmo e nunca se irritando; portando-se sempre como inimigo do grande mal, a ignorância em todos os seus aspectos.
Você, Romão, que aos poucos conscientizou-nos e abriu-nos os olhos para a verdade, em detrimento das injustiças sociais, das ideologias do poder, e da política mal versada.
Você, José Romão, que tudo sofreu, suportou, e que fez de sua crença um baluarte, certamente espera que nós lembremos de seus ensinamentos. Obrigado Romão, pela sua vida, pelo seu amor, pela sua dedicação. (Ivan José Abel, professor da USC).