10 de julho de 2026
Geral

Família acusa PMs de agressão

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 2 min

Três policiais militares estão sendo acusados de ter agredido o desempregado Júlio de Oliveira Prestes e a mãe dele, a dona de casa Lídia Fernades de Oliveira Prestes. O fato teria ocorrido anteontem, no Sambódromo, próximo ao final dos desfiles das escolas de samba de Bauru.

A ocorrência foi registrada ontem de manhã, no 4.º Distrito Policial. À tarde, as vítimas vieram até o JC, onde narraram a agressão. De acordo com Lídia, ela e Júlio foram ao Sambódromo por volta da 1h30. Como a dona de casa não queria assistir ao desfile, apenas o filho levou um quilo de alimento não perecível, que seria trocado por um ingresso.

Na entrada do Sambódromo, Júlio teria sido informado de que não havia mais ingressos. Lídia teria insistido com os seguranças, dizendo que o filho gostaria de ver apenas um pouquinho do desfile, já que não pôde ir no Sambódromo nos dias anteriores.

Nesse momento, segundo Lídia, três policiais teriam se aproximado deles, esbravejando que Júlio estava atrapalhando a passagem de outras pessoas. Logo em seguida, teriam empurrado seu filho, que teria caído no chão, cortando a parte de trás da cabeça.

Desesperada, a dona de casa diz ter tentado evitar a agressão, informando que o filho era doente e que sofria de epilepsia. Mas os policiais não ligaram para o que eu disse e me deram um pé-de-ouvido, jogando, em seguida, gás no meu rosto. Não enxerguei mais nada, relata Lídia.

Aos berros da dona de casa, dois sobrinhos que assistiam ao desfile teriam ido ao encontro dos policiais, dizendo que o primo era doente e que nada entendia. Em seguida, os três PMs teriam parado de agredir Júlio, que foi levado pelos familiares ao ambulatório instalado no Sambódromo.

Verificando o corte, os plantonistas teriam considerado melhor encaminhar Júlio ao Pronto-Socorro Central, onde recebeu três pontos na cabeça. Lídia teria ido à unidade de saúde minutos depois, juntamente com outro sobrinho. Lá, eles pingaram colírio nos meus olhos, mas ainda estou sentindo dores e com dificuldades para enxergar, afirma.

Ao saber da ocorrência, o pai de Júlio, o corretor de imóveis João Osni Prestes, orientou Lídia e o filho a registrarem boletim de ocorrência. Ontem, Júlio também passaria por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Vamos entrar com processo contra esses policiais porque pensamos que o mau profissional deve ser punido e afastado das suas atividades, declarou Osni. As vítimas não souberam informar os nomes dos supostos agressores.