O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso iniciou a campanha salarial 2001 junto aos funcionários da Novoeste. A data-base da categoria é 17 de março. Segundo o diretor do sindicato, Roque Ferreira, a pauta de reivindicações foi protocolada na empresa no dia 16 de janeiro e, até o momento, ainda não houve negociações. Se a Novoeste não se manifestar em relação ao termo de garantia da data-base até as 18 horas desta segunda-feira, o sindicato ajuizará um protesto judicial.
De acordo com Ferreira, a empresa havia se comprometido a enviar o termo ao sindicato até a última quinta-feira, o que não teria acontecido. Este documento determina que se as negociações ultrapassarem a data-base da categoria, o acordo previsto em convenção coletiva deverá ser aplicado a partir de 17 de março.
A empresa enviou um documento a nós, mas não abordou justamente essa questão, que é considerada uma das mais importantes para a categoria, porque cria condições para que todo o processo de negociação seja realizado sem nenhum elemento de pressão externa. Então, estamos notificando a empresa de que se não se manifestar sobre o assunto até as 18 horas da segunda-feira, o sindicato fará um protesto judicial para garantir a data-base, observa Ferreira.
De acordo com ele, a pauta de reivindicações da categoria possui 72 itens. Entre os mais importantes, no que diz respeito às cláusulas econômicas, está o pedido de que a empresa estabeleça o piso salarial da categoria em cinco salários mínimos. Atualmente, gira em torno de três salários e meio, segundo Ferreira. Após essa mudança, reivindicam que seja aplicado, a todos os salários, um índice de correção de 9,5%, referente ao IGP-M acumulado no ano 2000.
Também consta a reivindicação de que seja paga aos 641 funcionários a Participação nos Resultados (PPR) da empresa. Consta, ainda, o pedido de correção de toda a grade salarial da Novoeste, porque haveria muitas distorções, segundo Ferreira.
Entre as cláusulas sociais, a categoria reivindica a redução da jornada de trabalho de 42 horas semanais para 36 horas. Em relação às horas extras trabalhadas, querem que a empresa aplique o adicional de 100% para sábados, domingos e feriados. Garantir a mudança de cargo para funcionárias grávidas que exercerem funções pesadas; estabilidade no emprego, entre outras cláusulas de diversas origens, constam da pauta.