08 de julho de 2026
Geral

Aterro sai em 90 dias, diz Octaviani

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

O projeto do aterro sanitário de Agudos já foi aprovado pela Cetesb e desde dezembro as obras estão em andamento

Agudos - O prefeito de Agudos, Carlos Octaviani (PMDB) garantiu à reportagem do Jornal da Cidade que dentro de 90 dias deverá ser concluída a construção do aterro sanitário, que passará a receber as 15 toneladas de lixo produzidas diariamente pela população da cidade, superior a 30 mil pessoas. Segundo ele, o projeto foi aprovado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), no fim do ano passado.

Desde janeiro, as obras de construção do aterro estão em andamento. Dentro de uma área de 3,5 hectares, devem ser construídas 20 células de 32 metros de largura por 90 de comprimento, com capacidade para reter lixo doméstico durante dois anos, aproximadamente. Ou seja, a vida útil do aterro deve ficar próxima dos 40 anos.

Até ficar completamente pronta, a obra deve exigir um investimento que chegará bem próximo dos R$ 900 mil. Essa despesa deverá ser repartida entre Estado e município, com participação bem maior do primeiro. A primeira parcela já foi liberada pela Caixa Econômica Federal. Com isso, a tendência é que as obras sigam num ritmo normal. Ou seja, tudo indica que Agudos deverá inaugurar seu aterro sanitário dentro de poucos meses. O que dará ao município uma condição sanitária, em relação ao lixo doméstico, muito melhor do que a atual. O aterro sanitário de Agudos fica próximo a estrada que liga a cidade a Borebi, e está cercado por plantação de cana-de-açúcar.

De acordo com o engenheiro municipal Agostinho Barros Tendolo, a primeira parcela deverá ser usada também para a aquisição de uma máquina que fará o serviço de aterramento do lixo depositado no local, e que deverá permanecer o tempo todo no aterro.

Para evitar a contaminação dos lençóis freáticos que ficam próximos ao aterro sanitário, os resíduos deverão ser depositados sobre uma camada impermeável. O líquido, produzido pela decomposição do lixo, será então canalizado para uma lagoa de tratamento. Segundo Tendolo, todas as exigências feitas pela Cetesb, para que o aterro esteja ecologicamente correto, estão sendo cumpridas pelo município.

Quanto aos protestos das famílias que moram próximas ao lixão, o prefeito Octaviani dá total razão a elas. Eu, no lugar deles, tomaria a mesma atitude, admitiu. No entanto, ele fez questão de lembrar que, logo na primeira semana de seu mandato, autorizou o início da construção do aterro, que havia sido aprovada pela Cetesb dois meses antes. Era o mínimo que eu podia fazer para começar a resolver esse problema.

O prefeito, assim como seu vice Jaime Caputti, que também é o responsável pela Saúde Pública do município, disseram-se surpreendidos com a informação sobre a presença de resíduos hospitalares no lixão. Segundo Octaviani, todo o material recolhido pelo hospital da cidade é incinerado. Essa notícia pegou-nos de surpresa, porque nosso hospital é considerado um exemplo de higiene, não somente em Agudos mas em toda a região, afirmou.

No momento em que recebeu a informação, Octaviani ligou para o hospital para certificar-se da destinação que estaria sendo dada ao lixo hospitalar. Com a afirmação de que tudo estaria sendo incinerado no próprio local, Octaviani levantou a hipótese de se tratar de resíduo produzido por algum hospital da região, e que estaria sendo depositado no lixão, em Agudos. O prefeito se comprometeu a aumentar a fiscalização do local, na tentativa de descobrir de onde vem tais resíduos.