Botucatu - O Departamento de Obras da Secretaria Municipal de Infra-estrutura pretende encerrar até o final da próxima semana, uma vistoria em todas as instalações hidráulicas de prédios, praças e demais bens públicos. O levantamento, iniciado no começo de fevereiro, tem o objetivo de reduzir o valor das contas de água hoje pagas pelo poder público.
Com esse propósito, funcionários da Prefeitura e da Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp) passaram, então, a identificar e consertar os vazamentos e outros problemas hidráulicos. Segundo o engenheiro Pedro José de Castro Rizzo, várias distorções já foram corrigidas o que deve implicar em redução para as próximas contas municipais. A economia deverá ser sentida a partir dos próximos dois meses, quando os resultados da vistoria serão refletidos nas contas, explicou.
Rizzo afirmou ainda que hoje, o desperdício é muito grande. A administração anterior deixou de fazer uma fiscalização adequada e, por isso, os problemas se agravaram ainda mais.
Os problemas mais graves foram os identificados nas praças Alexandre Fleming (Vila dos Lavradores), do Bosque, e Isabel Arruda, que apresentaram grandes vazamentos de água. Também foram descobertos problemas na creche do Jardim Peabiru e no Albergue Municipal (Camim), onde foram encontrados dois hidrômetros interligados. Ou seja, na prática eram feitas duas leituras e, consequentemente, a Prefeitura pagava a mesma conta duas vezes.
Além do conserto dos vazamentos e das distorções, o Departamento de Obras vai propor a colocação de torneiras com válvulas automáticas nos pontos de grande consumo.
CPFL
Depois de concluído o levantamento hidráulico, a Prefeitura deverá iniciar um trabalho semelhante com a parte elétrica. Novamente, o objetivo é reduzir os gastos, desta vez com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).