11 de julho de 2026
Geral

Uma das casas destelhadas pelo vendaval, no Jardim Ferraz, em Bauru. O vento arrancou árvores, causando prejuízos a residências e automóveis.

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Cinco alunos e dois funcionários da Apae foram atingidos por telhas, sofrendo ferimentos leves. Vento derrubou árvores

Um rápido mas forte vendaval causou prejuízos e deixou feridos leves ontem à tarde em Bauru. O vendaval que acompanhou a chuva atingiu o Jardim Ouro Verde e o Jardim Ferraz, derrubando árvores e destelhando várias casas e uma oficina e o refeitório da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bauru.

Cinco alunos - adultos e adolescentes - e dois funcionários da Apae foram atingidos por pedaços de telhas, sofrendo ferimentos leves. Todos foram encaminhados ao Pronto-Socorro Central para serem medicados. A presidente da Apae, Olga Tognozzi Bicudo, cancelou as aulas de hoje por motivo de segurança, pois ainda havia muitos pedaços de telha na iminência de desabar.

O administrador da Apae, José Francisco Castilho, ainda não havia calculado o prejuízo, mas adiantou que o telhado de uma oficina terá que ser totalmente refeito, incluindo uma viga de sustentação que ficou retorcida pela força do vento. Olga disse que foi um milagre ninguém sofrer ferimentos graves, já que não houve tempo para alunos e funcionários abrigarem-se em lugar mais seguro.

Os alunos e funcionários atingidos por pedaços de telhas estavam na oficina de mecânica da Apae, que é coberta com telhas de amianto. O vento foi tão forte que pedaços de telhas foram arremessados a 50 metros do local. Dois veículos pertencentes a funcionários da Apae e que estavam sendo usados para treinamento dos alunos do curso de mecânica foram danificados pelos pedaços de telhas.

O telhado do refeitório e da cozinha da entidade também foi danificado, obrigando a suspensão das aulas hoje. No estacionamento da Apae, uma árvore grande caiu sobre outros dois carros pertencentes a funcionários da entidades. Foi preciso o Corpo de Bombeiros cortar os galhos da árvore para que os veículos fossem retirados.

Próximo da Apae, no Jardim Ouro Verde e no Jardim Ferraz, várias casas foram destelhadas e árvores derrubadas pelo vento. A casa de Maurílio Fábio de Camargo foi a mais danificada. Ele contou que o vento, em forma de redemoinho, foi muito rápido, mas o suficientemente forte para suspender as telhas a cerca de cinco metros de altura do telhado.

Praticamente todas as telhas das garagem e da área da casa ficaram quebradas, mas ninguém se feriu. A kombi de propriedade do morador que estava na garagem ficou bastante danificada, tendo lataria amassada e vidros trincados. A calha foi retirada pelo vento e ficou totalmente retorcida.