08 de julho de 2026
Geral

AS BARATAS E A INDÚSTRIA DA MORTE

Pedro Valentim
| Tempo de leitura: 2 min

A epidemia de aids no Continente Africano já matou mais de 18 milhões de pessoas. E desgraçadamente hoje existem quase que 27 milhões de infectados, todos na trilha da morte. Um verdadeiro genocídio ocorrendo em pleno século XXI. No entanto, como lá no continente africano reina a mais absoluta miséria e o seu sofrido povo não possui os traços europeus, tal tragédia não causa comoção na mídia e muito menos campanhas internacionais.

O coquetel aumenta a vida dos pacientes, mas como os nossos irmãos africanos não têm dinheiro para comprar, a indústria farmacêutica virou as costas para o continente. Essa indústria não defende a vida e sim o lucro.

O padre Angelo DAgostinho, do Orfanato de Nyumbani, em Nairobi no Quênia, resolveu passar por cima das leis internacionais de patentes controlada pela indústria farmacêutica americana e importou da Índia um remédio contra a aids. O remédio é genérico, mas possui o mesmo efeito do coquetel. E já começou a salvar vidas no enorme continente, e o preço é acessível para as condições econômicas dos necessitados.

E o novo presidente dos EUA, o George W. Bush, se aliou com a desumana indústria farmacêutica e já tenta dificultar a venda do remédio da Índia para os africanos. E a próxima vítima pode ser o Brasil que fabrica genéricos contra a aids e já levou um puxão de orelhas da OMC. (Organização Mundial do Comércio).

Se a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estivesse no continente africano o slogan da campanha da fraternidade deveria ser assim; Vida sim, indústria farmacêutica, não!

Uma civilização onde o dinheiro é mais importante que o bem-estar e a vida, tende logo a desaparecer. E com um empurrãozinho do meteorito Eros, que se aproxima, logo as baratas herdarão o nossa contraditório reinado.

P.S. A cegueira impensada faz o homem beijar poste e afagar paralelepípedo. (Pedro Valentim - RG. 19.198.011-0)