Reportagem no O Estado de S. Paulo (25/2, A8), em página inteira, publica entrevista concedida pelo governador do Estado em exercício, dr. Geraldo Alckmin, com 23 perguntas e respectivas respostas.
A repórter, na introdução, informa que o governador, sempre cuidadoso com as palavras, deixou a discrição de lado para pedir juízo aos antigos aliados do presidente da República, ressaltando que: a brigalhada na seara política ameaça contaminar a economia. A política tem grande capacidade de atrapalhar planos econômicos. E como!, exclamou.
O governador Alckmin está com 48 anos de idade. Das 23 perguntas, destaco apenas uma, a seguinte:
Estado - Sua amizade com o governador, apesar da diferença de idade - ele tem 70 anos -, chama a atenção. O senhor se apegou a ele como a um pai?
Alckmin - Eu tinha uma ligação muito forte com meu pai. Perdi meu pai (Geraldo José Rodrigues Alckmin, que morreu em 1998, aos 85 anos), mas Deus foi generoso porque me proporcionou um convívio fraterno com o governador. Isso é um privilégio. Faço curso superintensivo de administração pública com o melhor professor, que é Mário Covas. A família do governador também é admirável. A Renata (filha de Covas) mandou nesta semana o livro Pássaros Feridos de presente para a minha filha, Sophia, que foi operada. Escreveu um cartão muito bonito, que dizia assim: Da primeira-filha licenciada para a primeira-filha em exercício.
Facilmente se constata em toda a entrevista, e em especial neste pergunta e resposta, ser o governador Alckmin, pessoa de admirável sensibilidade espiritual, ser humano sensível, sentimentos de humanidade, ternura, simpatia. Na entrevista, o carinho e respeito que o dr. Alckmin dispensa ao seu pai, falecido aos 85 anos, em 1998, e ao governador Mário Covas, definindo-o como seu grande professor de administração pública, cujo superintensivo, diz realizar de modo prático no convívio fraterno e diário que mantém com o amigo governador Mário Covas. Esta situação raríssima entre políticos, me leva a focalizar em paralelo com a política salarial praticada pela Secretaria da Educação do Estado dispensada aos professores. Política salarial velha, superada de conceder gratificações e bônus aos professores em atividade. Não recompõe a perda salarial operada pela inflação, ignora o princípio da valorização dos professores como profissionais do ensino, burla o direito funcional como servidores, ainda, é discriminatória, exclui os velhos professores aposentados e pensionistas, tratando-os como coisas descartáveis, desprezíveis.
Finalmente, a pessoa sensível, humana do governador dr. Geraldo Alckmin, contrasta com a política salarial esdrúxula, inconcebível. Fica o apelo por breve revisão, lembrando que tudo que se usufrui no presente, foi luta e sacrifício das pessoas, no passado. (Rodolpho Pereira Lima)