08 de julho de 2026
Geral

VIVA A DIFERENÇA COM DIREITOS IGUAIS

Diretoria do Sinserm
| Tempo de leitura: 2 min

Nós, mulheres, estamos há anos sendo oprimidas, massacradas e humilhadas pelas leis existentes neste país, como em muitos outros, com visões exclusivamente machistas. Lutamos tanto no passado para adquirirmos um lugar no espaço dos homens e, quando conseguimos, vêm leis e mais leis destruindo tudo, dizendo que esse é o preço que devemos pagar pela modernização.

Mas o ponto de partida da modernização não é justamente preservar direitos existentes?

Como podemos aceitar que a modernização retire o direito à licença maternidade, o direito da mulher não ser demitida durante os 12 meses antes e 6 meses depois da gravidez, o direito à assistência médica especializada, tanto para a mãe como para o filho(a), à critério do paciente, creches para seus filhos para poder continuar amamentando o mesmo, o direito a ter um salário igual ao homem quando exerce o mesmo cargo, direito de defesa quando sofre assédio dos patrões, direito ao aborto legalizado, etc.

É... São tantos os direitos, mas só exigem os deveres e ainda dizem que é o preço pela emancipação, pela liberdade de expressão e direitos da igualdade social.

Para o sexo oposto a mulher será sempre um objeto de uso? A prova está na mídia (TV, rádios, programas, jornais, revistas, e outros meios de comunicação), que tratam a mulher de forma inaceitável e repugnante, dando vazão a sermos chamadas de vazias, com apelidos mil; cachorras, tchutchuca, preparadas, gostosonas... " e afirmam que um tapinha não dói. Esse tipo de tratamento incentiva mais ainda a discriminação e a violência já sofrida pelas mulheres! Isso é sensacionalismo barato! Quando acordarão e verão que nós somos competentes, somos duras na queda, fortes e precisas, emotivas, sim, mas concretamente ativas, revolucionárias, criativas, persistentes, guerreiras, compreensivas e ousadas, por isso, diferentes. Diferentes, sim, mas o que seria da humanidade se não existisse a diferença de sexos? Essas nossas diferenças estão no campo físico e não queremos ser iguais neste ponto. Queremos é reconhecimento do trabalho de jornada dupla, da capacidade, agilidade e facilidade para executar nossos projetos, é por isso que lutamos!

Viva 8 de março! Dia Internacional da Mulher.

Viva a diferença com direitos iguais!

Viva as mulheres! (Diretoria do Sinserm - Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região)