Bauru está na eminência de nova epidemia, já que o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti cresceu muito
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) está fazendo um alerta à população bauruense sobre o aumento do número de mosquitos Aedes aegypti na cidade, o transmissor da dengue e da febre amarela. Há probabilidade de que uma nova epidemia atinja a região, já que, na tarde de ontem, foram confirmados dois casos de dengue, na região do Núcleo Mary Dota. A informação é da secretária municipal de Saúde, Eliane Fetter Telles Nunes.
O Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão ligado à SMS, está fazendo um apelo à população para que mantenha as casas e quintais limpos, sem recipientes que acumulem água, já que os criadouros mais freqüentemente encontrados pelos agentes controladores do DSC são pneus, vasos e pratos para plantas, latas, potes e frascos, entre outros.
O índice de Breteau (IB) da cidade, que indica a quantidade de mosquitos Aedes aegypti encontrados em cada região, passou de 1,94, registrado em janeiro deste ano, para 7,2, referente a fevereiro. A secretária municipal de Saúde acrescenta que o valor tolerável é de 4,0. Ou seja, a situação atual de infestação do mosquito é alarmante.
Em algumas regiões, o valor do IB chega a 21,0. É o caso dos bairros Vila Dutra, Santa Cândida, Parque Real, Vila Pacífico, Vila Industrial, Vila Paraíso, Vila Souto, Vila Giunta, Leão XIII e Parque Viaduto.
Nessa mesma região, o valor do IB era de 5,87 no mês de fevereiro. Ou seja, o aumento sofrido é bastante significativo.
Os bairros que apresentaram o menor índice, em fevereiro, foram o Núcleo Fortunato Rocha Lima, o Parque Jaraguá, a Vila Nova Esperança, o Núcleo Edson Francisco da Silva, o Jardim Prudência e o Parque Santa Edwirges.
No entanto, Eliane Fetter ressalta que o índice de infestação do mosquito não atesta que eles estejam contaminados. Prova disso é que a região do Núcleo Mary Dota, em que reside o casal contaminado, tem um índice ainda dentro do tolerável, 3,5. O importante é que estamos em eminência por epidemia. Essa é realmente a época da dengue, devido às chuvas. Em Bauru, aconteceu tarde. Barretos já está com 1.200 casos.
Durante 2001, foram registrados, até o momento, três casos importados de dengue e dois autóctones, totalizando cinco casos da doença. O saldo do ano passado foram 32 casos autóctones e 13 importados.
A partir de hoje, equipes do DSC estarão promovendo nas proximidades das residências dos pacientes contaminados a busca de criadouros e de pessoas que estejam com sintomas da doença.
Atualmente, a SMS tem 50 agentes controladores trabalhando na prevenção da doença na cidade. Eles são responsáveis por realizar visitas periódicas nas residências de cada bairro com o objetivo de encontrar possíveis criadouros do mosquito e prestar esclarecimentos à população.
O Aedes aegypti reproduz-se com extrema rapidez - ele se multiplica de sete em sete dias -, daí a importância de que todos os possíveis focos de criadouros sejam eliminados.
Aos primeiros sintomas da doença, a orientação é de que a pessoa seja encaminhada ao DSC ou ao núcleo de saúde mais próximo. Dores de cabeça, febre, manchas pelo corpo, mal-estar, diarréia, dor muscular ou articular são alguns dos sintomas.
Bauru ainda não tem casos de dengue hemorrágica, cujos sintomas são mais fortes, como a diarréia com sangue. No entanto, surgindo uma nova epidemia, as probabilidades de que a doença apareça na cidade aumentam.