Desde o início do ano foram 162 reclamações registradas pelo órgão, muitas delas sobre telefone e eletrodomésticos
Jaú - O número de consultas e reclamações junto ao Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon) da Prefeitura de Jaú, realizadas de 1 de janeiro até o dia 8 de março, cresceu 65% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2000, foram 106 atendimentos no período. Neste ano, 162 pessoas já procuraram o órgão.
De acordo com levantamento do Procon, as queixas mais registradas têm sido contra a empresa Telefonica e eletrodomésticos com defeito. Os motivos das reclamações contra a Telefônica são variados, mas nomalmente dizem respeito a supostas cobranças indevidas e quantidade excessiva de pulsos e ligações não efetuadas. Pulso ou impulso é a unidade de medida relacionada ao tempo da chamada telefônica. Um pulso varia de 0 a 4 minutos, dependendo do horário em que a chamada é realizada.
A orientação do Procon, nos casos em que as queixas recaiam sobre a Telefônica, é a de que o consumidor leve até o órgão as seis últimas contas telefônicas para que seja feita uma média de consumo. Diante disso, pedimos uma verificação de linha e procuramos acertar com a empresa, comenta Luiz Carlos Bassoto, chefe do Procon.
O Procon atende as mais diversas consultas e reclamações, orientando os reclamantes em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor. Nos 12 meses do ano passado, o órgão atendeu a 437 queixas.
Segundo Bassotto, o consumidor que se considerar lesado, seja na compra de algum produto com defeito, aumento de aluguel injustificado ou com prestadora de serviços, deve buscar seus direitos.
Se a queixa for procedente, o órgão envia um comunicado para a empresa reclamada, pedindo que o problema seja resolvido no prazo máximo de dez dias. Se a questão não for solucionada, a reclamação é enviada ao Tribunal de Pequenas Causas ou ao Ministério Público. Normalmente conseguimos resolver amigavelmente 90% das reclamações; só 10% vão para a Justiça, declara Bassoto.
As queixas ao Procon podem ser feitas pessoalmente, das 8 às 12h e das 13 às 17h, e as consultas por telefone (620-1744), das 8 às 12 e das 13 às 18.