A ação rápida dos policiais evitou que sete presos, que já haviam serrado a grade da cela e estavam no pátio, fugissem
Sete presos da Cadeia Pública de Bauru tentaram fugir na madrugada de ontem. Eles serraram a grade da cela número 5 e estavam no pátio quando o carcereiro e o investigador de plantão perceberam a ação dos detentos e pediram reforço. A tentativa de fuga foi frustrada e a cela teve que ser, temporariamente, desocupada até que o conserto seja feito.
Os presos estavam preparados para deixar a cadeia pelo alambrado do pátio. Uma tereza (corda feita com lençóis) foi encontrada no pátio da cadeia. Eles pretendiam usá-la para escalar a parede e alcançar o alambrado por onde fugiriam.
Porém, ao saírem para o pátio foram vistos pelos funcionários plantonistas através do circuito interno de TV. Carcereiro e investigador pediram reforço e flagraram sete presos no pátio. São eles David de Souza, João dos Santos Filho, Wellington Andrade Lening, Daniel da Silva, Eduardo do Nascimento, José Luiz de Almeida e Marcelo Pedro da Silva.
Os sete foram recolhidos nas demais celas. No pátio foram encontradas duas serras utilizadas para danificar a grade e a tereza. Ambas foram apreendidas. Durante a madrugada, policiais civis e militares efetuaram a contagem e revistas dos presos.
A superpopulação da cadeia pública de Bauru é um problema crônico. Apesar dos três presídios estaduais existentes em Bauru, a cadeia não obtém vagas no sistema. Atualmente, a população carcerária da cadeia é mais que o dobro de sua capacidade. Tem 173 presos e capacidade de 70, o que provoca este tipo de problema.
A tentativa de fuga aconteceu dois dias após um dos presos ter trocado de lugar com seu irmão, um adolescente, e ter deixado a cadeia pela porta da frente. Vale lembrar que a legislação brasileira também favorece o preso, uma vez que ele tem o direito a fugir.