Perdemos um neurônio a cada segundo.O hemisfério esquerdo do cérebro comanda quase 80% da população mundial. Isso acontece porque o lado de funcionamento desse órgão é fator genético e pode-se comprovar pelo número de pessoas que escrevem com a mão direita, ou seja, são destras. Também está ligado à genética o desenvolvimento de habilidades comandadas pelo cérebro, ou seja, as pessoas têm um limite para desenvolver a inteligência, dependendo da carga genética da família. Esse limite pode ser desenvolvido de acordo com as atividades que estimulem esse desenvolvimento. Duas pessoas com características idênticas geneticamente podem ou não desenvolver o mesmo potencial de inteligência que pode chegar até 100%
O cérebro humano está formado de duas metades de aparência semelhante chamadas também pelo nome de hemisférios cerebrais. Elas estão conectadas entre si, por um feixe de filamentos nervosos denominado: Corpo caloso.
Os hemisférios cerebrais chamam-se respectivamente hemisfério esquerdo e hemisfério direito.
O sistema nervoso humano está conectado com o cérebro mediante uma comunicação cruzada. De acordo com este critério, o hemisfério esquerdo controla o lado direito do corpo, e o hemisfério direito controla o lado esquerdo. Em função deste cruzamento das vias nervosas, a mão esquerda está conectada ao hemisfério direito, e a mão direita ao hemisfério esquerdo.
Os hemisférios são parecidos na forma externa, porém, possuem funções diferenciadas, o hemisfério esquerdo manifesta-se através do raciocínio e se expressa através da linguagem oral, e o hemisfério direito, o faz através da emoção e se expressa apenas através da linguagem visual (imagem, desenho).
Homens têm 16% a mais de neurônios que mulheres
Diz a lenda que o homem é mais inteligente que a mulher. Não é novidade o folclore popular associar o tamanho do cérebro e o número de neurônios à inteligência ainda que seja muito difícil provar qualquer sombra de verdade nessa comparação. Mas parece que de fato o homem tem mais neurônios no cérebro do que a mulher, segundo um estudo dinamarquês publicado em 1997.
Contar o número de neurônios no cérebro não é brincadeira, principalmente em se tratando de cérebros como os nossos, que têm em torno de cem bilhões dessas células. Ninguém é doido de sair contanto microscópicos neurônios no cérebro todo. Estudos desse tipo são obrigatoriamente amostrais, quer dizer, são como uma pesquisa do ibope: somente uma pequena amostra do cérebro é realmente examinada em detalhe. Cabe aos estatísticos garantir que a estratégia de amostragem seja bem feita, de modo que a estimativa do total seja válida.
O estudo dinamarquês foi feito baseado no cérebros de 94 homens e mulheres falecidos de causas naturais e sem comprometimento da saúde do cérebro. Como o córtex cerebral, ou seja, a superfície do cérebro, é a principal responsável pelas funções superiores da mente como a memória e o raciocínio, o estudo foi concentrado somente no número de neurônios corticais.
Analisando homens e mulheres separadamente, a primeira observação importante é que o número de neurônios corticais não depende do tamanho ou peso da pessoa. Varia, sim, com a idade e com o sexo da pessoa. Mulheres têm em média 19 bilhões de neurônios no córtex; homens, 23 bilhões, ou 16% a mais. Essa diferença é refletida no peso do cérebro, explicando porque o cérebro masculino é em média maior. Mas somente em média; na verdade, boa parte dos homens e mulheres têm cérebros aproximadamente do mesmo tamanho.
O estudo também confirmou o que já se sabia: com a idade há uma perda bastante significativa de neurônios no córtex. Dos 20 aos 90 anos, perdem-se em média 10% dos neurônios corticais - e o cérebro fica correspondentemente menor e mais leve. Como a perda parece ser gradual e constante ao longo dos anos, pode-se calcular que 31 milhões de neurônios morrem no córtex a cada ano, ou 85 mil neurônios por dia. Ou seja, um por segundo. Pode parecer um declínio muito rápido, mas na verdade não se compara à devastação que acontece em doenças degenerativas como o mal de Alzheimer, onde no espaço de alguns anos, a metade dos neurônios de certas regiões do cérebro morre. Se considerarmos que as áreas afetadas ocupam talvez 20% do cérebro todo, a perda total em alguns anos da doença é o equivalente à perda normal após 320 anos de vida.
Fazendo as contas, um homem saudável de 90 anos ainda tem mais neurônios no córtex do que uma mulher de 20. Mesmo o mais chauvinista dos homens há de convir que as habilidades mentais de um velhinho dessa idade não chegam perto das de qualquer mocinha o que deveria ser prova suficiente de que não é uma diferença de 10% ou mesmo 20% no número de neurônios que determina as habilidades de ninguém, velho ou moço. Os números deixam claro que o tão conhecido declínio das funções mentais com a idade tem que ser devido a algum outro fator. Mesmo com a devastação no mal de Alzheimer, o número total de neurônios perdidos não explica a deterioração das capacidades mentais. Outros fatores parecem ser mais importantes, como a destruição das conexões entre os neurônios restantes, e a perda de neurônios em pequenas estruturas específicas do cérebro.
Perder um neurônio cortical por segundo não é portanto nenhuma catástrofe. E ter 4 bilhões de neurônios a mais também não é nenhuma grande vantagem.
De acordo com o neurocirurgião Luiz Carlos Garcia Betting há uma lateralidade que se explica no trabalho dos hemisférios do cérebro, por exemplo, quem é destro (entre 75% e 80% da população mundial), é controlado pelo lado esquerdo do cérebro e quem é canhoto, pelo lado direito.
Ele explicou que atividades que exigem mais do cérebro, pelo menos aparentemente, como o xadrez, por exemplo, não desenvolvem mais o cérebro, isso porque todas as pessoas já possuem, geneticamente, um total a ser desenvolvido. O que acontece com crianças que praticam essas atividades é que conseguem desenvolver o seu máximo, mas esse máximo já é estipulado através da genética.
Todas as pessoas têm, geneticamente, um potencial de inteligência a ser desenvolvido. Se forem treinadas com estudos, esportes e ensinamentos, conseguirão atingir todo esse potencial e as pessoas são diferentes porque geneticamente cada uma tem seu potencial, explicou Betting.
Ele disse ainda que se uma pessoa tem um grande potencial, mas fica isolada e não pratica nenhuma atividade para desenvolver esse potencial, ela será esperta mas não desenvolverá todo o seu potencial que tem que ser estimulado para um bom desenvolvimento.
Betting explicou sobre o fato de algumas crianças serem mais espertas que outras. Isso acontece porque as crianças tendem a desenvolver certa habilidade, como por exemplo a memória. Então os pais pensam que essa criança é um gênio, mas isso é só por um período porque quando ela inicia o período escolar pode ser igual ou até menos inteligente que outras, afirmou.