Partindo do pressuposto de que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus a partir de uma escultura em argila, os estudiosos estão investindo nesse material para buscar respostas à dúvidas dos mais variados tipos em relação ao comportamento humano.
A argiloterapia vem sendo usada por profissionais de diversas áreas para analisar o comportamento de seus pacientes e buscar uma maneira de ajudá-los a combater seus problemas.
De acordo com a arte-educadora Nadja Goes, a argila é o símbolo de nascimento, vida e morte e, por isso, pode projetar os afetos dos seres humanos. É o único suporte que pode ser manuseado, ou seja, a pessoa pode colocar seus sentimentos nele. Por isso, a argiloterapia é a melhor maneira de se observar os sentimentos das pessoas, disse.
Ela exemplificou dizendo que uma pessoa que sofre de neurose sente-se, na maioria dos casos, atraída pela argila. Nela, o paciente imprime seus mais íntimos sentimentos, tais como a euforia, a ansiedade, o medo, a raiva, a inibição, entre outros.
Nadja garante que essa terapia funciona até mesmo para quem está estressado. Em um ateliê terapêutico, a pessoa pode trabalhar seus problemas passando por várias fases. Começa pela sensibilização, depois vem a emoção, paixão e, finalmente, o engajamento, ou seja, o despertar da criatividade. A atividade, nesse caso, é proposta como lazer, visando a harmonização entre corpo, mente e natureza.
A arte-educadora está promovendo, no próximo sábado, a partir das 8 horas, um workshop destinado a profissionais das áreas de psicologia, pedagogia, psicopedagogia, fonoaudiologia, arte-terapia, magistério, terapia ocupacional e animadores de brinquedoteca. A carga horária será de oito horas, dadas num único dia. As vagas são limitadas a 25 pessoas.