10 de julho de 2026
Geral

Policiais civis fizeram uma blitz, ontem, em todas as celas do Cadeião de Bauru

Por Rita de C. Cornélio | Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Policiais civis e militares realizaram, ontem, uma megablitz na Cadeia Pública de Bauru, o Cadeião, mas nenhuma arma e telefone celular foram encontrados, apenas barras de ferro e tereza (corda feita de lençóis) foi encontrada. As 10 celas e os 167 presos passaram por revistas após um final de semana marcado por tentativa de fuga, no sábado, e início de rebelião, no domingo.

Para fazer a megablitz, os presos foram colocados no pátio da cadeia, enquanto as celas eram revistadas. No final da manhã, os presos, um a um, foram revistados antes de entrar na cela.

Havia suspeitas de que haviam serras, aparelhos celulares e armas brancas nas celas. Segundo o delegado Roberto Cabral Medeiros, que responde pelo expediente da cadeia, a revista inibe uma ação mais contínua dos presos. A blitz evita uma tentativa de fuga, disse.

Segundo ele, a grade da cela interditada desde sexta-feira está sendo consertada para que, até amanhã, volte a ser ocupada. Ontem, a cadeia, projetada para 72 detentos, abrigava 167 presos, mais do dobro de sua capacidade.

Para tentar resolver o problema da superlotação, a Delegacia Seccional de Bauru está sugerindo a construção de uma cadeia maior, próximo ao Instituto Penal Agrícola (IPA) e a desativação do Cadeião.

A proposta é que seja construído em Bauru um Centro de Detenção Provisório (CDP), a exemplo do que ocorreu recentemente na Capital, Osasco, Campinas e outras cidades do Interior, para substituir as cadeias. Levantamento feito pela Delegacia Seccional em janeiro revelou que muitas pessoas presas em Bauru precisam ser encaminhadas para cidades da região por falta de espaço no Cadeião. A transferência do Cadeião da área central é reivindicação antiga de moradores e políticos de Bauru. É consenso que uma cadeia localizada numa das principais avenidas da cidade (Nações Unidas), ao lado da rodoviária, e numa área residencial e comercial, representa risco à população em caso de fuga de presos e rebeliões.