Todo ano, quando aproxima-se o Carnaval, repete-se a mesma ladainha: alguns setores da sociedade criticam de forma severa o subsídio dado pela Prefeitura às agremiações carnavalescas, valendo-se de vários argumentos, sendo que ultimamente o mais usado é o lastimável estado da cidade em virtude dos eternos transtornos causados pelas chuvas. É fundamental que os carnavalescos busquem outros meios de obtenção de recursos para a manutenção da tradicional festa popular, mas a Prefeitura não pode deixar de participar da organização da festa popular, uma vez que os desfiles carnavalescos proporcionam lazer barato e de fácil acesso a uma grande maioria da população que normalmente é alijada de opções culturais na cidade. Entretanto, o protesto que mais chama atenção, ano após ano, parte do pastor evangélico Luiz Carlos Valle, nobre vereador que declarou ao JC do dia 20/2 que: Os R$ 200 mil liberados para o Carnaval são suficientes para acabar com a erosão do Jardim Jussara. É uma questão de prioridades.
Pode-se entender sua aversão e sua postura crítica ao Carnaval por sua opção religiosa, porém vejamos a tal da questão das prioridades apontada pelo vereador, que já conta com os serviços do seu 3.º assessor, que custará aos cofres públicos, em contas rápidas, até o fim do seu mandato, aproximadamente R$ 62 mil. Somente esse valor seria suficiente para amenizar muitos problemas da cidade. Agora multiplique-se esse valor por nove atribulados vereadores, e obtemos o ínfimo valor de R$ 558 mil, ou seja o suficiente para acabar com quase três erosões do Jardim Jussara, mas tudo pode ser entendido, caro eleitor, como questão de prioridades na hora do voto. Durma-se com tanta hipocrisia! (André Luiz Pereira de Oliveira Pinto - alpop@ig.com.br - R.G. 21.172.732)