O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), órgão da Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, de Bauru, encontrou erros em 10 das 83 bombas medidoras de combustíveis verificadas, representando um índice de problema de 12,05%. Os equipamentos com problemas estavam em sete do 15 postos visitados. A verificação foi feita em bombas de combustíveis de postos de Agudos, Avaré, Pederneira e Pratânea.
A operação fez parte da Semana do Consumidor, que foi desenvolvida pelo órgão, desde segunda-feira, e promoveu diversos tipos de fiscalizações na região. Luiz Antônio Brizzi, supervisor técnico do Ipem, em Bauru, considera grave o alto percentual de irregularidades encontrados.
De acordo com Brizzi, sete das dez bombas autuadas estavam sem lacres. Apesar de não apresentarem erro na dosagem do combustível, isso é considerado irregular em razão da possibilidade de se cometer adulterações, pois dão acesso a dispositivos que dão acesso à regulagem da bomba.
Em dois dos casos, ocorreram erros de medição, com a bomba fornecendo quantidade de combustível a menor. Um outro caso foi de vazamento no bico de escape.
Em Agudos foram atuadas quatro bombas em dois postos. Em Avaré, uma bomba. Pratânea três bombas em dois postos, e em Pederneiras duas bombas em dois postos.
Os equipamentos que tinham erro de medição e vazamento foram interditados. As que estavam sem lacre, o Ipem fez a lacração, mas mesmo assim autuou o estabelecimento. Porém, os mecanismos puderam continuar funcionando. As bombas interditadas só serão liberadas após serem concertadas por especialistas credenciados pelo órgão.
Depois de lavrado o auto de infração, as empresas têm 15 dias para se defender. A penalidade que deve incidir sobre a empresa é de R$ 2.553,84 para primário e até R$ 5.107,68, para reincidentes.