Waldemar Ferreira quer, agora, vender o projeto já aprovado a empresas fabricantes, como um barco popular
Foram quase nove anos de trabalho, mas o sonho de ter um barco próprio, confortável e econômico, finalmente se concretizou para o caldeireiro e funileiro Waldemar Ferreira, 64 anos. Ele acaba de construir o seu Bartira.
Feito com chapas metálicas fosfatizadas (impermeáveis e anti-ferrugem), utilizando motores convencionais para embarcações e algumas peças automotivas adaptadas, o Bartira mede 5,7 metros de comprimento por 2 de largura. A aparência, um tanto quanto exótica, chama a atenção dos moradores do Bela Vista, onde Waldemar tem uma oficina.
Já construí muitos barcos, mas este é o primeiro deste porte, diz Waldemar, que deu início ao projeto pensando em viajar para a Argentina, passeio que, pelo menos por enquanto, ele diz que foi deixado para trás.
Uma das peculiaridades do Bartira é uma câmara que fica no casco do barco, preenchida de poriuletano. Com essa câmara, pode encher de água que não afunda, garante o funileiro.
O sistema do volante é simples, comandado por roldanas. Os faróis e luminosos foram adaptados e o pára-brisa, vem de um velho modelo Landau.
Conforto
O quesito conforto pesou bastante para Waldemar durante a elaboração do projeto. Fiz a cabine para que, se um dia eu sair para pescar e não quiser voltar, possa pernoitar no barco. Também posso levar um fogãozinho para fritar meus peixes, gaba-se. Queria acabar minha vida aqui, sonha.
Homenagem
O nome Bartira é uma homenagem à primeira índia a se casar com um branco no Brasil, o explorador de esmeraldas João Ramalho. Também darei outro nome ao barco, Laidstur, em homenagem à minha mulher, diz o projetista.
Com registro para o barco na marinha (SP-1348-VI) e testes técnicos já realizados e aprovados por especialistas, Waldemar gostaria de oferecer seu projeto a empresas fabricantes de embarcações.
Ele acredita que, com novos materiais e tecnologias, sua idéia tem tudo para se concretizar como um barco popular, confortável e de baixo custo.