Um dos nomes mais recentes no meio sindical, Sônia Carvalho, diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), diz que a luta coletiva exige espírito de resistência.
Diante de todo trabalho do governo para enfraquecer o movimento sindical e dos retrocessos nas conquistas trabalhistas, mais do que nunca, é preciso resistir para atuar na luta coletiva, diz Sônia.
Como sindicalista, Sônia afirma enfrentar dificuldades em encontrar novos militantes para atuar no movimento sindical em função do medo do desemprego e do desencanto com a classe política. Por causa do populismo, muita gente fica com pé atrás em relação à política, comenta.
Idelma Corral, também diretora do Sinserm, diz que o desinteresse envolve ausência de informação. A alienação ocorre por questões econômicas, comodismo e por causa da massificação promovida pela grande mídia, analisa.
Para a sindicalista, é preciso exercer a dúvida e deixar de aceitar o convencimento imposto goela abaixo. Em muitos casos, as pessoas aceitam a primeira versão, quando há questões financeiras por trás de tudo. Quem busca a outra versão e se libera do próprio umbigo tem condições de lutar pelo coletivo, acredita Idelma.