Há mais de dois meses, uma erosão causada pelas chuvas vem causando problemas para os moradores do parque Santa Edwirges. Segundo a moradora da Alameda Tróia, Regina Naba dos Santos, o buraco tem extensão de quase uma quadra e afeta, principalmente, a Alameda Brilhante e já esta invadindo a rua onde possui residência. Ambas as ruas estão intransitáveis. Eu moro na alameda Tróia e a erosão está prejudicando a alameda Brilhante, na quadra 2. Mas ela está começando a vir em direção à minha residência, comenta.
Os moradores já teriam reclamado para a Prefeitura, que teria autorizado uma empresa do local a jogar entulho para aterrar o buraco.
O principal problema, segundo Regina, é que junto com entulho está sendo colocado lixo, pedaços de árvores, guarda-roupas velhos entre outras quinquilharias. O lixo, além de atrair catadores de papéis e latas, está causando mau cheiro no local, tornando isuportável a vida dos moradores das proximidades. Já teve até uma criança que machucou o pé neste buraco e precisou ser levada ao Pronto-Socorro para dar ponto, desabafa.
Além do lixo, o problema mais grave diz respeito à rede de esgoto, que está rompida, fazendo com que os detritos sejam despejados no local erodido.
De acordo com Regina, a Prefeitura, através da Secretaria de Obras, já teria ido três vezes ao local, prometendo uma solução. O secretário de Obras disse que tem locais com problemas mais urgentes do que o nosso, comenta.
De acordo com o secretário da Administrações Regionais, Celso Donizete, os equipamentos estão nas proximidades do residencial Parque do Castelo e na Pousada. Os equipamentos da Sear, no entanto, não são próprios para resolver problemas de infra-estrutura causados por grandes erosões, principalmente se, na área afetada, houver vazamentos de água e esgoto, o que seria responsabilidade do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Nós estamos esperando a liberação dos equipamentos e podemos tentar viabilizar o atendimentos para o Santa Edwirges na quarta ou quinta-feira, comenta. De acordo com o secretário, o equipamento necessário para resolver pequenas erosões é a retroescavadeira, utilizada para a correção de terrenos, ao remover determinada quantidade de terra de um local para o outro.
Já para grandes erosões, que são aquelas que ultrapassam um metro e meio de profundidade, é necessário uma maior infra-estrutura, com a realização da drenagem e terraplanagem, de reponsabilidade da Secretaria de Obras. O nosso equipamento já não consegue suprir o volume de terra consumido, comenta Donizete. Nós não temos capacidade, ou até mesmo condições de atacar grandes erosões.
Segundo a assessoria de comunicação do DAE, como a erosão é muito grande, o problema no Parque Santa Edwirges depende, primeiramente, da ação da Secretaria de Obras, com a colocação de terra até o nível da rede de esgoto. Assim, que o aterramento for realizado, o DAE poderá entrar em ação e restituir a rede de esgoto do local.