As lideranças do PFL e do PPS não descartam a possibilidade de manter a aliança político-partidária nas eleições agendadas para o ano que vem. A decisão sobre a manutenção da parceria deverá ser anunciada até o meio do ano, época em que o quadro político municipal estará definido.
O presidente da Executiva municipal do PFL, Dudu Ranieri, explicou que esse assunto ainda não foi discutido com as lideranças do PPS, entre as quais figura o prefeito Nilson Costa. O pefelista vê com bons olhos os dois partidos dividirem a indicação de candidatos à Assembléia Legislativa e à Câmara dos Deputados.
Acho que temos chances de caminharmos juntos. Se o PPS quiser, acho que dá para contemporizar, opina. Dudu avalia que prefeitos da região querem uma porta para bater em Brasília e em São Paulo. Muitos dos deputados que foram eleitos na região não tem afinidade nenhuma com os prefeitos.
O pefelista acredita que a campanha para a Assembléia Legislativa iguala-se a de vereador. Vamos ter candidatos a granel, muitos candidatos. Mas para deputado federal, a coisa é diferente. Campanha para a Câmara dos Deputados é inglória. Depende de apoio político, partido e dinheiro.
O presidente da Executiva municipal do PPS, Rubens de Souza, também divide a mesma opinião com o pefelista. Ele lembrou uma passagem com Dudu Ranieri, durante uma entrevista concedida a um grande jornal de São Paulo, que descobriu que o PPS de Bauru foi o único do País a se coligar com o PFL.
A repórter perguntou ao Dudu: Essa aliança entre PPS e PFL não é esdrúxula? Dudu respondeu: Esdrúxula é uma vaca parir um cabrito. O que ele quis dizer, e eu concordo, é que em política tudo é possível. Política é a arte do possível.
Souza, no entanto, prevê que a situação municipal vai depender muito da composição estadual. Mas não podemos descartar uma composição municipal. O PPS vai lutar para que Bauru tenha garantida suas vagas de candidatos à Assembléia e à Câmara dos Deputados. Ele acredita que a situação deverá se definir até o meio do ano.
Difícil
Já o prefeito Nilson Costa (PPS) não acredita que a aliança entre seu partido e o PFL seja mantida nas eleições do ano que vem. Eleições proporcionais e majoritárias são diferentes. Poderá até acontecer, mas acho difícil uma coligaçãp PPS/PFL.
Na próxima terça-feira, Nilson informou que será realizada uma reunião em São Paulo com a bancada de deputados eleitos pelo PPS. Vamos discutir o calendário político eleitoral. O prefeito disse que o comando político do PPS é de responsabilidade de Rubens de Souza. Essa parte política é ele quem comanda.