08 de julho de 2026
Geral

Troca de presos põe em alerta PI e PII

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru recebe, hoje, presos de Sorocaba. Se eles tiveram ligação com o PCC, a tranqüilidade da PI e PII está em risco

As penitenciárias I e II de Bauru devem receber, hoje, mais de 50 presos da cadeia de Sorocaba que são considerados de média periculosidade. A transferência coloca em risco a tranqüilidade das penitenciárias de Bauru caso alguns deles tenha ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que criminosa que domina presídios de São Paulo. Isso porque os detentos da PI e da PII pertencem a facções rivais.

A PII deve receber 18 presos e a PI, 35. Ambas vão enviar para Sorocaba o mesmo número de homens. Aerton Assis Alves, diretor da PII, disse ao JC que não sabe se os presos que chegarão hoje são ou não integrantes do PCC, mas vai tomar todas as medidas de segurança. Os presos, a maioria condenada por estupro e atentado violento ao pudor, irão para uma cela de isolamento.

Ele disse que se reuniu com os detentos da PII e pediu a eles que não hostilizem os presos vindos de Sorocaba, mesmo que tenham ligação com o PCC ou outra facção inimiga. Alves argumentou com os detentos que eles, em casos de serem transferidos ou irem para outros presídios de São Paulo para responder processos, poderão receber o mesmo tratamento.

As penitenciárias I e II de Pirajuí também devem receber detentos de Sorocaba hoje. Em Sorocaba, esses presos estavam na cadeia, que foi substituída pelo Centro Provisório de Detenção (CPD), que é administrado pela Secretaria das Administrações Penitenciárias.

De acordo com Alves, a transferência vai ocorrer porque foi detectada fragilidade no esquema de segurança do CPD e que, por isso, deve abrigar presos de periculosidade menor. Mas o diretor da PII ressaltou que a periculosidade dos transferidos só será mesma conhecida com a chegada deles, quando os prontuários forem analisados.

Já os detentos de Bauru que vão para Sorocaba são considerados de menor periculosidade. Para se ter uma idéia do problema que pode gerar a rivalidade de presos, a última rebelião ocorrida na PII, no início deste mês, começou devido à desconfiança de que na casa havia integrantes do PCC.