09 de julho de 2026
Geral

Reforma da ETA vai começar em julho

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Dinheiro para obra sairá da sobra de financiamento feito pelo DAE junto à CEF e mais economias da autarquia

O presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Dudu Ranieri, anunciou ontem que a reforma da Estação de Tratamento de Água (ETA) do rio Batalha começará em julho deste ano. Uma das obras emergenciais mais esperadas dos últimos anos - pois a ETA é responsável por 48% do abastecimento da cidade -, calcula-se que serão gastos cerca de R$ 5 milhões na reforma.

Depois de reformado, o novo sistema, que hoje capta 540 litros de água por segundo, terá sua capacidade aumentada em cerca de 30%, saltando para uma captação de 700 litros por segundo. O prazo previsto para a entrega da obra é de 18 meses. Se tudo correr de acordo com o cronograma previsto, em janeiro de 2003 a ETA estará totalmente reformada.

O custeio das obras virá de recursos da própria autarquia municipal. Segundo Dudu, o DAE hoje tem um superávit mensal aproximado de R$ 100 mil, montante que será destinado com exclusividade à reforma nos próximos 18 meses.

O dinheiro do superávit vai render cerca de R$ 1,8 milhão. Outros R$ 100 mil mensais deverão vir de um programa de economia que já está implantado no DAE. São mais R$ 1,8 milhão dentro do prazo. O restante para completar os R$ 5 milhões necessários para a reforma vai chegar de uma única vez aos cofres da empresa nos próximos trinta dias.

Trata-se de uma sobra de contrato firmado entre a Caixa Econômica Federal (CEF) e a autarquia, em 1991. São mais R$ 1,3 milhão. No total, o presidente da autarquia terá disponível R$ 4,9 milhões ao longo dos 18 meses da obra. O projeto civil da reforma já está pronto, faltando apenas os cálculos estruturais, serviço que deverá ser contratado, através de processo licitatório, nas próximas semanas.

Se tudo correr bem, começamos a reforma da ETA em julho, garante Dudu. Em funcionamento há 35 anos - o sistema foi inaugurado em 1966 -, a estrutura operacional da estação está ultrapassada, o que provoca, inclusive, gastos excessivos na sua manutenção.

Sem desabastecimento

Durante os 18 meses previstos para a reforma, o presidente do DAE garante que não haverá desabastecimento de água no sistema. A reforma será feita de maneira gradativa, para não prejudicar o fornecimento de água à população, explica a engenheira Nilcéia de Fátima Paes Lourenço.

Segunda ela, todos os procedimentos de operação que hoje são mecanizados passarão a ser automatizados. Os filtros e decantadores também serão substituídos. O prédio na qual está instalada a ETA passará por uma reforma completa, eliminando rachaduras - algumas das quais responsáveis por vazamentos da água captada.

O sistema elétrico da estação também será trocado. Considerados obsoletos, os geradores serão trocados por equipamentos de ponta, que vão proporcionar economia no consumo de energia, item que mais pesa hoje na planilha de gastos da autarquia municipal.