10 de julho de 2026
Geral

Alunas apanham em frente de escola no Núcleo Mary Dota

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 2 min

Uma briga iniciada na última segunda-feira terminou em pancadaria entre meninas de 14 e 15 anos. As duas vítimas que registraram boletim de ocorrência são as estudantes da escola estadual Ada Cariane Avalone, Talita Michele da Silva, 14 anos, e Jaqueline Gonçalves Matos, 15 anos, moradoras no Núcleo Mary Dota.

De acordo com o boletim de ocorrência, as estudantes foram vítimas de ameaças e agressão física. As agressoras, um grupo de seis garotas, também são alunas da mesma escola.

Os pais das vítimas estão preocupados com as ameaças que vêm recebendo até mesmo nas portas de suas casas e as estudantes não deverão voltar às aulas até que se sintam seguras novamente.

Para os pais, há uma gangue formada de meninas que perturbam a paz na escola. Já para a Polícia Militar não há indícios de formação de gangue e sim uma briga de adolescentes. O mesmo pensa o dirigente de ensino de Bauru, Jair Sanches Vieira. Não há nenhuma gangue, o que ocorreu foi uma briga entre as estudantes. Algumas delas podemos dizer que, normalmente, têm problemas de comportamento na escola, mas nada que possa nos deixar assustados, afirmou.

A discussão teria se iniciado na segunda-feira, quando uma das garotas haveria agredido verbalmente Talita. A partir daí, a discussão seguiu até que na quarta-feira, ao sair da escola, Talita e Jaqueline foram surpreendidas por uma grupo grande de meninas, que segunda elas gritavam e ameaçam até mesmo de morte. No caminho da escola até a casa das garotas, no Núcleo Mary Dota, as agressoras abordaram as vítimas com chutes e socos.

Talita contou que chegou em casa sentindo muitas dores e vomitando sangue. A mãe quis levá-la ao hospital, mas a menina não quis ir porque dizia ter medo do que pudesse vir acontecer. Ela contou que algumas de suas colegas já se transferiram da escola por sofrerem esse tipo de ameaça. Já o dirigente de ensino Jair Vieira afirmou que esse fato não procede.

De acordo com o comandante da Polícia Militar, Base Leste, tenente Alessandro Rosseto da Silva, a escola Ada Cariane foi, em 1999, alvo de grande número de ocorrências. Pelo menos uma vez por dia nós tínhamos que deslocar uma viatura para essa escola, disse. No início do ano 2000, a PM realizou o projeto Jovens Contra o Crime no local e as ocorrências diminuíram satisfatoriamente.