08 de julho de 2026
Geral

Atleta do BTC brilha na seleção

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

A atleta Luíza Borges Carvalho é o grande destaque do pólo aquático feminino do Bauru Tênis Clube. Alta, bonita e exibindo duas tatuagens (um cavalo marinho nas costas e uma lua crescente com estrela no tornozelo), Luíza, atacante de 17 anos, é paulistana, mora em Bauru há seis anos e joga pólo aquático há apenas três anos e meio. Sempre via o pessoal treinando e me interessei. Comecei a participar e logo passei para o time principal, conta.

A ascensão de Luíza não é apenas no time do BTC, a jogadora foi recentemente campeã sul-americana pela seleção brasileira júnior. O campeonato foi realizado na Colômbia e o Brasil conquistou o título de forma invicta, passando com facilidade por Venezuela, Argentina e Colômbia. Luíza fez seis gols. Em campeonatos sul-americanos o Brasil sempre é favorito. É um domínio total, afirma a atleta, que, paralelamente ao trabalho na seleção júnior, treina com a principal. A próxima convocação da seleção adulta será em agosto para o Mundial, no Japão. Luíza, porém, mostra confiança mesmo em participar do Mundial Júnior, no final do ano, na Austrália.

Luíza revela que seus 1, 77m de altura são importantíssimos para se sobressair no pólo aquático. Ajuda muito principalmente em competições internacionais. Lá fora todas as jogadoras são muito fortes e ter vigor físico é um trunfo. No entanto, para atingir o alto nível que mostra na piscina, a atleta enfrenta uma rotina dura. São 2h30 por dia, seis vezes por semana de treinos, que incluem alongamento, elástico (para reforçar musculatura), natação e treinamento específico com bola, orientada pelo técnico André Anastásio, no BTC. Quando está servindo a seleção, Luíza treina no Pinheiros e Paulistano, em São Paulo.

Mas nem mesmo todo o sucesso dentro da água faz Luíza escapar dos problemas por falta de patrocínio. É difícil, o clube tem que bancar tudo e fica complicado, conta a atleta, que faz cursinho no Preve (tem uma bolsa de estudos) e pensa em prestar vestibular para fisioterapia. Infelizmente o pólo aquático não é profissional no Brasil. Chega um momento em que o atleta tem que parar e se dedicar a uma profissão. Muitas jogadoras que atuam ao meu lado já pensam em deixar o esporte. Só o Vasco paga pólo aquático no País, só que não tem equipe feminina, lamenta.

O BTC é o atual campeão brasileiro feminino no juvenil e mesmo assim não deve participar da edição de 2001 do Nacional por falta de patrocínio. O clube procura apoio para dar continuidade ao bom trabalho que vem sendo desenvolvido. O incentivo não seria financeiro, e sim ajuda para obter material esportivo, uma bolsa de estudos. Ex-atletas de pólo hoje estão bem e poderiam auxiliar a equipe, comenta o técnico Anastásio.