08 de julho de 2026
Geral

Fundo de pensão amarga prejuízo

Redação
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Funcionários da Nossa Caixa discutiram, ontem, o prejuízo do fundo de pensão, que estaria na casa dos R$ 2,6 milhões

Cerca de 35 funcionários da Nossa Caixa Nosso Banco, número que corresponde a aproximadamente 10% do quadro de empregados do banco em Bauru, participaram, ontem, no Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, do debate sobre o Economus, fundo de pensão dos funcionários da instituição. Segundo um dos diretores do sindicato, Paulo Sérgio da Silva, desde 95 estão sendo contabilizados, para o fundo, prejuízos mensais entre R$ 200 mil a R$ 300 mil (mais recentemente). Até o ano passado, o prejuízo anual chegava a aproximadamente R$ 2,6 milhões.

O destaque das discussões e palestras foram os aspectos prejudiciais do decreto nº 3721, de 8/1/01, do Governo Federal, que fez várias alterações na sistemática da aposentadoria complementar, principalmente a mudança para 60 anos (para quem tem plano de contribuição definida) e 65 anos (para benefício definido) a idade mínima para recebimento da complementação integral.

De acordo com Silva, a partir desse decreto muitos fundos, inclusive o Economus, vêm promovendo alterações no seu estatuto que afetam somente uma das partes que cuidam do custeio do mesmo, ou seja, os trabalhadores. Como a participação é paritária, na qual a patrocinadora (no caso, a Nossa Caixa) e empregados contribuem mensalmente, qualquer alteração também deveria ser paritária, observa Silva.

Havendo necessidade de aumento de receitas, as duas partes deveriam arcar com o gasto. Só que a diretoria do Economus, indicada pela direção da Nossa Caixa, age diferente. Por um lado, o Economus obriga o funcionário a pagar uma contribuição maior quando aumentou a alíquota para as verbas salariais acima de R$ 1.328,00. De outro lado, promove uma irregularidade quando permite que a parte do banco seja inferior ao valor correto. O prejuízo que o Economus tem com a redução oferecida para a Nossa Caixa é de R$ 2,6 milhões anuais. Isto não pode continuar, por isso os sindicatos de bancários da CUT estão analisando a melhor forma de se cobrar esse débito, diz Silva.

De acordo com ele, existe também o problema de gerenciamento do fundo, já que nos últimos anos, mais de R$ 30 milhões teriam sido perdidos em aplicações de risco. Como na diretoria administrativa do Economus não existe nenhum representante dos funcionários, fica difícil acompanhar as aplicações deficientes e até mesmo os possíveis esquemas de favorecimento. Esse fator é motivo de reivindicação do funcionalismo que cobra da Nossa Caixa a participação de seus representantes na diretoria do fundo de pensão. A reivindicação se justifica porque os trabalhadores contribuem mensalmente, ou seja, colocam seu dinheiro, mas não podem participar da administração do mesmo, conclui Paulo da Silva.