08 de julho de 2026
Geral

Sindicato quer extinção de cargos de confiança

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 1 min

O Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) defende, através de sua diretoria, que a Prefeitura reduza o tamanho da máquina administrativa. Mas o Sinserm alerta que a medida deve ser aplicada para a extinção de cargos de confiança. A entidade acha que o Executivo deve fundir secretarias como forma de dinamizar a administração, torná-la mais enxuta e, por consequência, reduzir o gasto com pessoal.

A diretora do Sinserm, Sônia Carvalho, entende que o prefeito Nilson Costa tem que fundir secretarias. Isso provoca a redução de cargos de secretários, diretores, chefes e muitos assessores, já que não há necessidade de se manter uma estrutura que conta com várias secretarias com a fusão. Algumas pastas têm setores ociosos. A Agricultura, por exemplo, é questionável sua estrutura. O prefeito tem que fazer um plano de demissão para cargos de confiança. Existem muitas sobras, disse.

A diretora do sindicato avalia que a eliminação de apenas um cargo de diretor, em alguns setores da Prefeitura, equivale à despesa com vários servidores de carreira. A Prefeitura tem condições de perder vários cargos sem prejudicar o serviço e economizar um valor significativo, porque os assessores, chefes e diretores não ganham o piso salarial, que não chega a R$ 300,00. Então, com poucos cortes, o prefeito poderá economizar bastante e no caso da lei fiscal a questão é o dinheiro. Um salário de diretor equivale ao ganho de cerca de 10 servidores em alguns locais da Prefeitura, argumenta Sônia Carvalho.

A diretoria do Sinserm pondera, entretanto, que a Prefeitura precisa contratar mais gente para áreas como saúde e educação. Para isso, tem que enxugar onde há cargo considerado supérfluo, disse Sônia Carvalho.