A música caipira de Bauru sofreu uma importante baixa na semana passada, quando um enfarte matou Paulo Carmo de Jesus, o Paulito, aos 51 anos. Hoje, às 19h30, na Igreja Nossa Senhora Aparecida, acontece a missa de sétimo dia do violeiro.
De acordo com sua mulher, Sandra Luzia Moura, Paulito descobriu que estava com hipertensão 15 dias antes de morrer. Sandra diz que ele enfrentava problemas financeiros e, devido ao racismo, teve dificuldades de conseguir um emprego fixo.
Basta de racismo. O Paulito foi muito maltratado durante sua vida toda. Ele era um grande músico, tinha uma garganta de ouro, reclama.
Durante a vida, lutou pela música raiz e pela viola. Seu maior ídolo era Tião Carreiro, seguido por Rolando Boldrin e Cacique & Pajé. Ensinou pessoas de todas as idades, manteve um grupo só de violeiros, a Orquestra de Violeiros e o Musical Água Viva. Ultimamente, apresentava-se em casas noturnas de Bauru, como o Clube da Vovó e a Associação dos Aposentados, e de toda a região, especialmente Jaú e Pirajuí.