08 de julho de 2026
Geral

DENGUE NO MARY DOTA

Maria Pinheiro
| Tempo de leitura: 2 min

Aqui no Mary Dota há muitos casos de dengue, como foi noticiado no jornal. Porém, a culpa não é só da Prefeitura, mas, na verdade, dos próprios moradores. A Prefeitura deixa de fazer sua parte quando não limpa um terreno, mas quem suja o terreno também deixa de fazer a sua. Um exemplo é o acostamento perto da Quinta da Bela Olinda: a Prefeitura limpou, o povo sujou novamente, e assim já se foram várias vezes.

O caminhão de lixo passa dia sim, dia não, corretamente, mas o povo insiste em jogar o lixo no primeiro terreno vazio que encontra, não respeitando nem sequer o vizinho do próprio. Eu moro do lado de um terreno aqui na Adauto Carvalho, e fiquei durante um ano brigando com a regional para fazer a limpeza do terreno. Por duas vezes eu mesma mandei limpar, e já briguei com vários vizinhos por causa dele. A dona do terreno nem sequer aparece para vê-lo ou limpá-lo e a Prefeitura depois de tanta requisição mandou que ele fosse abaixado (o lixo ficou), mas ao menos foi feita uma limpeza pelo pessoal da Sucem. Só que os malditos moradores do bairro já o encheram de lixo novamente, e nesse lixo tem de tudo: garrafa, comida, papel, latas, folhas, galhos e animais mortos, fora os móveis. Até quando?

Gostaria de dar uma dica aos nossos veradores para que votassem um projeto de lei em que o dono de um terreno localizado em um lugar habitado tivesse um prazo para construir algo ou o mantivesse limpo nesse período. Caso não o fizesse a Prefeitura poderia fazer o que melhor lhe convem, como multas mais caras ou apreensão do terreno. Há pessoas que compram um terreno apenas para fazer dinheiro e o esquecem lá até que o tal valorize. Isso é ridículo. Sei que é uma lei difícil de ser votada, pois vai contra os interesses de alguns de nossos vereadores, mas é o certo. E também que se uma pessoa for pega jogando lixo em um terreno, este deveria limpá-lo sob pena de ser multado no imposto do próximo ano ou se não for proprietária de imóvel, uma multa em forma de serviço à comunidade.

Garanto que as pessoas iriam pensar duas vezes antes de praticar tal ato. Também poderia a Prefeitura limpar esses terrenos e os proprietários pagarem parcelado ou à vista com desconto. Seria um ganho a mais para os cofres públicos, já que andam tão vazios. Outra dica fora do assunto, é que ao invés de se votarem se Igreja tem ou não de tirar alvará ou se deve-se ou não ter um 3.º assessor na Câmara, que tal separar um dia da semana para saber o que os eleitores querem, com uma reunião com os interessados? Eu pelo menos iria com prazer. Afinal fomos nós que os elegemos e merecemos sua atenção. Não acham? (Maria Pinheiro)